Participação de capitais produtivos estrangeiros no País cai para 8%

O Brasil está vivendo um ciclo importante de investimentos, mas o capital estrangeiro participa cada vez menos. Cálculo da Sobeet aponta que os capitais produtivos vindos de fora responderam por 8% dos investimentos totais do País no primeiro semestre do ano. Em 2009, essa fatia era de 9,9%. Em 2008 e 2007, estava em 14,7% e 14,5%, acima da média mundial (12%).

, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

Em contrapartida, os desembolsos do BNDES colaboram mais para os investimentos. Em 2009, quando o mercado internacional de crédito secou, o banco respondeu por 23% dos investimentos do País. Esse patamar está bem acima dos 14% de 2008 e dos 12% de 2007. Ainda não há dados para este ano.

A agressividade do BNDES, porém, é apenas um dos fatores que contribui para a tímida entrada de capital estrangeiro produtivo no País. A recuperação global incerta, principalmente na Europa, também prejudica bastante.

Segundo a Confederação para o Comércio e Desenvolvimento das Nações Unidas (Unctad), vai circular no mundo US$ 1,2 trilhão este ano, muito abaixo do US$ 1,8 trilhão de 2008. Em 2008 e 2009, o Brasil recebeu 2,5% e 2,3%, respectivamente, dos fluxos globais. Deve manter a participação este ano.

Os analistas esperavam que o País abocanhasse uma fatia maior, já que sua economia saiu da estagnação em 2009 para um crescimento de 7% este ano, mas não é o que vem ocorrendo até agora. De janeiro a julho, entraram US$ 14,7 bilhões em investimento estrangeiro direto no País, patamar bem próximo ao do ano passado.

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