Participação do dólar em reservas internacionais de BCs cai, diz FMI

Dólares representaram 61,9% das reservas internacionais dos bancos centrais no segundo trimestre, ante 62,1% no trimestre anterior 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

28 de setembro de 2012 | 15h37

NOVA YORK - A parcela do dólar nas reservas internacionais dos bancos centrais mundiais recuou no segundo trimestre, enquanto a participação em euro e iene aumentou, de acordo com um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os dólares representaram 61,9% das reservas internacionais dos bancos centrais no segundo trimestre, ante 62,1% no trimestre anterior, afirmou o FMI. A quantia absoluta do dólar nas reservas subiu 2,1%, para US$ 3,62 trilhões.

As reservas totais aumentaram 2,3%, para US$ 5,85 trilhões para os bancos que detalharam quais moedas possuem, cerca de 55% do total de ativos monetários dos bancos centrais.

Embora 143 países tenham detalhado as moedas que possuem ao FMI, outros bancos centrais não forneceram esses números, incluindo a China. O gigante asiático detém grandes reservas cambiais, cuja grande parte é composta por dólares. O total de reservas internacionais dos bancos centrais, incluindo países que detalharam por moedas individuais, foi de US$ 10,52 trilhões.

O porcentual das reservas alocadas em euro aumentou para 25,1%, de 24,9%, enquanto a parcela em iene subiu para 3,8%, o maior nível desde 2005.

O aumento das reservas em euro ocorreu após a participação da moeda cair para uma mínima em dois anos, mas também quando o Banco Nacional da Suíça estava comprando a divisa em grandes quantidades para conter a alta do franco suíço. As reservas totais alocadas em euro aumentaram 3,2%, ou o equivalente a US$ 45 bilhões, no segundo trimestre, para US$ 1,47 trilhão.

O Banco Nacional da Suíça (SNB) acrescentou o equivalente a US$ 90 bilhões a suas reservas internacionais em euro no segundo trimestre, encerrando o período com US$ 231,15 bilhões.

Enquanto isso, os bancos centrais se juntaram a investidores nas compras do iene, que é visto como uma das moedas mais estáveis durante períodos de turbulência. No geral, as participações atribuídas ao iene subiram 4,9% no segundo trimestre, para US$ 220,16 bilhões, de US$ 209,85 bilhões no primeiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

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