Participação dos emergentes deve aumentar em decisões globais

O fortalecimento das economias emergentes deve pulverizar no longo prazo as grandes decisões pelo mundo, reduzindo a importância dos países da Europa e dos Estados Unidos.

O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h08

O grande empecilho para essa mudança deve ser o dólar, que se manterá como a moeda de confiança do mundo. "O dólar é a moeda à qual todo mundo recorre no momento de crise. Já o euro as pessoas discutem se ele vai resistir", diz Francisco Pessoa, economista da LCA Consultores.

A resistência dos emergentes na crise é considerada positiva. Se as economias pouco maduras tivessem sido afetadas fortemente pela crise, poderia haver uma recessão global. "Se a gente tivesse enfrentado essa crise há 15 ou 20 anos, provavelmente veríamos o mundo inteiro crescendo menos porque os países eram mais dependentes dos Estados Unidos e de Europa", lembra Raphael Martello, economista da Tendências Consultoria.

O economista André Roncaglia acredita numa desaceleração de todos os países em 2012, mas ressalta que o desempenho econômico da China, Brasil, África do Sul e Índia está aliviando a situação econômica mundial. Para ele, os países emergentes podem ser mais afetados se houver um grande tombo dos preços das commodities. "É preciso ver se os preços das commodities vão cair com uma rapidez muito grande e se os emergentes vão conseguir complementar essa redução na renda com investimento na aérea industrial", afirma

De olho no desempenho das economias emergentes, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Cristine Lagarde, deve visitar a América Latina, inclusive o Brasil, este ano. Os países emergentes podem oferecer recursos para o Fundo. / L.G.G.

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