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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Participação dos EUA no Citi não resolverá todos os problemas

Mesmo se o governo ficar com uma grande participação no Citigroup Inc, persistirão as preocupações sobre a habilidade do banco de absorver as crescentes perdas em meio à recessão norte-americana. O terceiro maior banco dos Estados Unidos por ativos está em conversações com reguladores federais sobre planos do governo de aumentar sua participação na instituição, segundo uma fonte próxima ao assunto. Depois de caírem cerca de 2 dólares na sexta-feira, as ações do Citigroup subiram 23,1 por cento após o anúncio das conversações e de os reguladores bancários do país dizerem estar prontos para fornecer mais capital para o setor para "preservar a viabilidade dessas importantes instituições financeiras". Mas os investidores temem que as perdas decorrentes de cartões de crédito, países emergentes e ativos podres possam afundar os esforços do presidente-executivo do banco, Vikram Pandit, para retomar o ritmo fiscal do Citigroup. Os analistas não acreditam que o Citigroup seja rentável nem em 2009 nem em 2010. "Ajuda o capital deles, mas não ajuda nos problemas de ativos", disse Walter Todd, administrador de portfólio do Greenwood Capital Associates LLC. "Se o Citi tivesse saído dos problemas, a ação não estaria valendo 2 dólares." "Não tenho certeza se dar recursos e manter vivas empresas potencialmente insolventes ajuda a economia e o mercado como um todo com o tempo", afirmou Ben Halliburton, chefe de investimentos do Tradition Capital Management.

MEGAN DAVIES E JONATHAN STEM, REUTERS

23 de fevereiro de 2009 | 15h42

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