Páscoa responde por 13% da produção anual de chocolate

A Páscoa é o mais importante evento da indústria de chocolates. O movimento da data responde por 12,9% da produção total do ano. E a importância vem aumentando gradativamente pois o faturamento cresce acima de dois dígitos. Neste ano a previsão é de um aumento de 11,2%, para R$ 685 milhões. Em 2006 foi de 12%.Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o consumo de chocolate está se expandindo por conta da melhora do poder aquisitivo e dos recursos adotados pelos fabricantes como a inserção de brinquedos, licenciamento de personagens e exploração de marcas consagradas do portfólio tradicional, o que não era comum anos atrás.O volume de produção estimado para este ano, de 21,4 mil toneladas, inclui os ovos com a marca de supermercados, que na maioria das vezes é fornecido pelas mesmas indústrias. Também fazem parte desta conta os chamados industriais lojistas, que são as redes de lojas com fabricação própria, como a Kopenhagen, Munik e Cacau Show, donas de 526 pontos-de-venda no Brasil.A Abicab calcula que outras 3,5 mil toneladas de chocolate estarão no mercado por meio dos ovos artesanais, de produção caseira. Para a data, o setor contratou este ano em média 25 mil temporários. Parte destes está desde setembro passado nas fábricas antecipando a produção e outra parte trabalhará no ponto-de-venda, divulgando as marcas.Os supermercados são hoje os canais de venda mais importantes para a indústria de ovos de páscoa, responsáveis por 60% da distribuição da produção. O restante fica nas mãos de lojas de conveniências, padarias, armazéns. A Lojas Americanas é a maior cliente do setor: compra 10% do volume total de ovos.O Brasil é o quinto maior produtor do mundo de ovos de Páscoa, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França. A produção deste ano equivale a aproximadamente 100 milhões de ovos, o que significa dizer que mais da metade da população brasileira comprará um ovo de Páscoa. Contudo o consumo per capita brasileiro ainda é pequeno, perto de 2,4 quilos por ano, enquanto que nos Estados Unidos e na Itália, é de 7 quilos; na Suíça, 12 quilos; e na Argentina, entre 4 e 5 quilos.O desafio da indústria é conseguir sair do centro-sul do País e expandir o consumo para outras regiões. O Estado de São Paulo sozinho absorve 45% a 50% da demanda brasileira. O Sul fica com outros 18% e os Estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo com mais 18%. O Nordeste é responsável por apenas 9% e o Norte e Centro-Oeste, 5%.De acordo com Ubiracy Fonseca, vice-presidente de Mercado Interno e Exportações da Abicab, as indústrias ainda precisam encontrar uma solução para garantir a qualidade do produto no varejo localizado em regiões mais quentes. Nos Sul e Sudeste, além de as temperaturas médias serem mais amenas, as lojas possuem climatização mais adequada.

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