Passada tensão dos cambiais, dólar em ligeira queda

Encerrado o jogo para a formação da ptax (taxa diária de câmbio média) que será usada no vencimento de contratos atrelados à variação do câmbio de hoje, o mercado deve entrar em ambiente de compasso de espera pela confirmação do resultado das eleições. Com isso, a expectativa é de que as cotações tenham oscilações menos bruscas, com tendência à estabilidade, e o volume de negócios seja pequeno. Os operadores dizem que o fluxo de recursos tende a dar a trajetória do dia-a-dia e lembram que o próximo vencimento público acontece somente no dia 1 de novembro e que a próxima concentração de vencimentos privados ocorre dia 25, o que talvez gere alguma demanda por dólares no mercado à vista entre hoje e amanhã. Essa maior tranqüilidade, no entanto, também depende da conclusão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será anunciada hoje. A maioria dos especialistas está acreditando que a taxa de juros referencial da economia, a Selic, vai permanecer nos 21% atuais. No entanto, desde o anúncio do IGP-M recorde de outubro, inflação de 2,81%, o mercado abandonou a voz única e alguns não descartam a possibilidade de um novo aumento de juro. Por isso, esse compasso de espera e a tranqüilidade esperados para o dólar, só poderão se consolidar depois de confirmada qual a decisão do Copom. Paralelamente, o mercado deve prestar atenção ao cenário internacional. Nos EUA, grandes empresas continuam apresentando seus resultados. Hoje também haverá a divulgação sobre dados econômicos do país e um pronunciamento do presidente do Federal Reserve (banco central norte-americano), Alan Greenspan, no início da tarde. AberturaNa abertura dos negócios, às 9h56, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,8750, em queda de 0,90% em relação ao fechamento de ontem. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios. Já no mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 23,620%, frente a 23,800% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo operava em queda 0,12%.

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