Rodrigo Capote
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‘Passado o susto com a pandemia, empresas irão para a nuvem’, diz Ricardo Neves, da Everis

Presidente da consultoria multinacional de engócios e TI defende que ir para a nuvem é uma questão estratégica para as empresas se tornarem mais ágeis

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2021 | 05h00

Depois de as empresas correrem para se digitalizar com a chegada da pandemia, agora elas precisarão passar para o próximo nível e se debruçar sobre sua transformação digital. E essa fase será mais profunda: tirar o sistema de dentro da empresa para colocá-lo em uma nuvem, que é a tecnologia que retira a necessidade de servidores locais para o armazenamento de dados, comenta Ricardo Neves, presidente da Everis no Brasil, consultoria multinacional de negócios e TI. Tal processo, segundo o executivo, que assumiu a empresa de quatro mil funcionários em plena pandemia, é uma questão estratégica para os negócios e passo necessário para tornar as empresas mais ágeis.

Como foi a demanda das empresas na pandemia?

A demanda foi da digitalização, transformação digital. Muitos projetos que essas empresas tinham pensando para os próximos anos foram antecipados. Isso seja de bancos, empresas de telecomunicações, saúde, com os projetos de telemedicina. Os projetos foram trazidos de forma muito rápida.

Qual deve ser a busca das empresas a partir de agora?

Agora, passado o susto com a pandemia, a demanda virá da tecnologia da nuvem. As empresas precisarão tirar o sistema de dentro da empresa e fazer essa jornada para a nuvem. Depois do susto, agora será preciso mexer no coração desse processo, e essa é uma cirurgia complexa. É algo estratégico para a empresa, para ela conseguir ser mais ágil e fazer, de fato, sua transformação digital.

Como foi o ano de pandemia para a Everis? 

Conseguimos surfar essa maior demanda que veio com a pandemia. Saímos de 2,7 mil funcionários e estamos perto de 4 mil. Fizemos todo o processo de onboarding (integração dos novos funcionários) a distância, com profissionais espalhados em 60 cidades em todo o Brasil.

E como foi fazer a contratação de profissionais de tecnologia diante de tanta demanda?

A decisão foi de trabalhar em formação. Fizemos parcerias e colocamos 15 mil bolsas para formar programadores de computador. Entre 300 e 400 pessoas já se formaram e contratamos mais de 100 delas. Estamos em um momento de grande desemprego e de pessoas querendo mudar de carreira. Isso foi algo muito importante para nós, conseguimos fazer tudo online. Um dos desafios que estamos vivendo é como trazer o funcionário que nunca pisou no escritório para a cultura da empresa.

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