RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/PAGOS
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Passagem aérea subiu 7,9% no primeiro trimestre de 2018, diz Anac

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, o preço médio das tarifas foi de R$ 361; agência vai precisar de cinco anos para analisar se franquia de bagagem fez o preço cair

André Borges, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2018 | 13h11
Atualizado 29 Junho 2018 | 13h45

BRASÍLIA - A tarifa aérea média de voos domésticos subiu 7,9% no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2017. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das tarifas ficou em R$ 361,03, ante o valor de R$ 334,49 do primeiro trimestre do ano passado. O valor leva em conta apenas os voos nacionais e computa uma média a partir de 40 milhões de voos computados no período.

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O forte aumento no preço, de acordo com a agência, está relacionado à alta do dólar no período e do querosene de avião. Entre os dois trimestres, o preço médio do querosene subiu 18,5%, enquanto a taxa de câmbio teve elevação de 3,2%.

No ano passado, as cinco companhias aéreas brasileiras - Gol, Latam, Azul, Avianca e Latam Cargom - registraram lucro de R$ 413,7 milhões, primeiro resultado positivo desde 2010. Em 2016, o prejuízo apurado por essas empresas chegou a R$ 1,6 bilhão. A receita total do setor chegou a R$ 37,8 bilhões no ano passado. Os custos e despesas chegaram a R$ 34,6 bilhões.

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Segundo a Anac, 53% das passagens vendidas no ano passado tiveram preço inferior a R$ 300. Foram transportados 90,6 milhões de passageiros em 2017, com 805 mil voos realizados. A Gol concentrou a maior demanda, com 36,2% dos voos, seguida por Latam (32,6%), Azul (17,8%), Avianca (12,9%) e outras (0,5%).

Bagagem. A agência disse ainda que vai precisar de cinco anos para analisar se a mudança nas regras de franquia de bagagem aérea teve, de fato, o efeito prometido pelo governo e pelas próprias companhias aéreas: derrubar o preço das passagens.

Segundo a agência, trata-se de um "tema complexo" e que demanda "maior tempo de análise". A resolução que autorização as companhias aéreas a cobrarem pelas bagagens entrou em vigor em março do ano passado. Depois de ser alvo de liminares judiciais, passou a ser efetivamente aplicada pelas companhias aéreas Gol, Azul e Latam em junho. Em setembro, passou a ser adotada pela Avianca.

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Sob a justificativa de que o tema é complexo, a agência não detalhou qual foi o efeito das cobranças de franquia de bagagem no preço das passagens. "Seria irresponsabilidade nossa agora falar desses efeitos nos próximos um ou dois anos", justificou Cristian Reis, gerente de acompanhamento econômico da Anac.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu auditar a agência, para apurar os efeitos da resolução que implantou a franquia de bagagem. No ano passado, as companhias aéreas e o próprio Ministério dos Transportes afirmaram, categoricamente, que o preço das passagens iria cair após a implementação da regra.

No primeiro trimestre deste ano, o preço das passagens aéreas subiu 7,9% em relação ao mesmo trimestre de 2017, impactado pela alta do câmbio no período e do preço do querosene.

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