Passagens aéreas: tarifa pode ser liberada

As companhias aéreas pretendem trabalhar com uma margem para conceder descontos de até 50% sobre as tarifas atuais ou aumentar o preço em 20%, caso o governo faça a desregulamentação do setor. A estimativa é do presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), Jorge Ermacoff. Ele lembrou que os porcentuais que incidirão sobre as tarifas - para mais ou para menos - vão depender da estratégia comercial utilizada pelas empresas e que será traçada de acordo com o horário e ocupação dos vôos. Atualmente os preços são controlados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) e pelo Ministério da Fazenda. "Queremos ter ganhos de escala como acontece nos Estados Unidos, pois isso reduz o custo unitário de cada passageiro", disse. Segundo Ermacoff, a liberação das tarifas aéreas está prevista para acontecer com a criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cujo projeto deve ser enviado ao Congresso Nacional ainda nesta semana. Ele ressaltou que a alta do preço do petróleo no mercado internacional poderá afetar a estratégia de descontos, pois os custos com querosene de aviação serão automaticamente repassado para as tarifas. Ermacoff disse que as companhias aéreas estão satisfeitas com as atuais tarifas que estão sendo cobradas. Em agosto deste ano, o governo concedeu reajuste em torno de 16% para todas as passagens. Ao mesmo tempo em que prevê a possibilidade de descontos para as tarifas, Ermacoff reitera o pleito para que o governo desonere o setor, cuja carga tributária atual chega a 35%. Aumenta o movimento de passageirosDados do Snea mostram que o movimento de passageiros nos vôos já começou a se recuperar desde a desvalorização do real que ocorreu em janeiro de 1999. De janeiro a outubro de 2000, os vôos nacionais registraram 59% de ocupação ante 53% no ano passado. Nas viagens internacionais a taxa de ocupação passou de 61% para 72% em igual período de um ano a outro. Em 1998, com a chamada guerra tarifária, o movimento em vôos internos chegou a superar os 70%.

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