Passagens da Transbrasil valem até dia 10

Varig, Rio Sul, TAM e Gol aceitaram prorrogar, até meia-noite de segunda-feira, o acordo que garante aos passageiros da Transbrasil utilizarem seus bilhetes para embarcar nos vôos das concorrentes. As empresas acataram um pedido feito pelo Ministério da Defesa, para evitar os transtornos causados ao público. A direção da Transbrasil havia solicitado a prorrogação do acordo de troca de passagens por 15 dias, numa tentativa de evitar os processos que podem ser movidos pelos passageiros que não tenham conseguido trocar ou antecipar suas passagens nas outras companhias até a zero hora de hoje, quando se encerraria a possibilidade. "O critério continua sendo o mesmo: vamos realocar os passageiros de acordo com a disponibilidade de vagas", afirmou o presidente da Rio Sul, George Ermakoff. Ainda não foram divulgadas estimativas sobre o número de reservas feitas pela companhia antes da paralisação das operações, mas segundo o vice-presidente Comercial da TAM, Wagner Ferreira, os passageiros realocados na terça-feira sequer chegaram a alterar a média diária de embarques. Na Rio Sul, alguns vôos estariam decolando lotados, segundo Ermakoff. O presidente do Sindicato dos Aeroviários, Uébio da Silva, irá se reunir hoje, ao meio-dia, com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes, para discutir a possibilidade de devolução à empresa da quantia de R$ 335 milhões em repasses indevidos de ICMS entre 1989 e 1994. Entretanto, Alckmin já afirmou, publicamente, que não pode liberar o dinheiro antes de uma decisão judicial. "Não sabemos se o pagamento deve ser feito à companhia aérea ou aos passageiros", afirmou ontem o governador. "A briga não é só pelos salários atrasados. Queremos salvar a Transbrasil, porque ela é só a ponta do iceberg. A situação da Varig também caminha para o caos", disse o sindicalista. A garantia oferecida por Cipriani em troca da ajuda, segundo Silva, foram dois aviões da companhia, que poderiam ser vendidos para o pagamento dos débitos trabalhistas, caso a empresa não consiga voltar a voar. O sindicato tentará formalizar hoje o compromisso da empresa. Na manhã de ontem, um grupo de funcionários que protestava no portão da Transbrasil ameaçou invadir a empresa, depois que um oficial de justiça chegou ao local, supostamente com um pedido de apreensão dos motores dos turbohélices Brasília da subsidiária Interbrasil Star.

Agencia Estado,

07 Dezembro 2001 | 09h12

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