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Passaremos por recessão, mas PIB deve crescer, diz Barros

Ex-secretário FHC acredita que País sofrerá com protecionismo, mas não tem em seu cenário déficit comercial

Luciana Xavier e Cristina Canas, da Agência Estado

18 de fevereiro de 2009 | 11h12

O Brasil provavelmente passará por uma recessão técnica, de dois trimestres consecutivos de PIB negativo (o 4ºtrimestre de 2008 e o 1º trimestre de 2009), mas deve conseguir terminar 2009 com crescimento positivo ao redor de 1,2%, estima o sócio-diretor da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Comércio Exterior do governo de Fernando Henrique Cardoso.   Veja também: PIB de Taiwan cai 8,36% e país entra em recessão ING tem prejuízo de 729 milhões de euros em 2008 De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   "Temos de fato uma desaceleração brutal, que por outro lado é um pouco melhor que o crescimento negativo do mundo desenvolvido e parte dos emergentes que vamos ver. Acho que não teremos recessão aberta, mas do ponto de vista de crescimento este ano está perdido", disse ao AE Broadcast Ao Vivo.   Barros acredita que o Brasil sofrerá com a onda de protecionismo mundial, mas não tem em seu cenário déficit comercial para este ano, embora reconheça que o resultado pode ficar abaixo do que estimado por ele hoje. A MB espera que o superávit da balança comercial em 2009 será de US$ 14 bilhões, graças em boa parte às commodities agrícolas.   "Tenho esse número como teto. Não consigo ver um superávit melhor que US$ 14 bilhões, mas sim pior do que isso. A comitiva argentina, que esteve ontem no Brasil, deixou isso claro. Somos todos 'hermanos', mas o protecionismo não vai se abalar por conta disso", ironizou. "Como não fizemos acordos bilaterais nos últimos anos, por uma equivocada opção do governo, nossa defesa é muito limitada e podemos sim sofrer. O que sabemos que o protecionismo comercial e no mercado de trabalho (mundial) estão em alta", acrescentou.

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