Pastoral da Criança sugere uso de títulos em projetos sociais

Para garantir recursos regulares para as entidades sociais, a Pastoral da Criança propôs hoje ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a criação de fundos patrimoniais de rendimentos com títulos do Tesouro Nacional. Pela proposta, as empresas e pessoas físicas interessadas em financiar projetos na área social doariam às entidades títulos da dívida pública de longo prazo para a formação dos fundos. Com os rendimentos dos papéis, as entidades assegurariam recursos permanentes para manter as suas atividades e projetos.A proposta foi apresentada ao ministro pela médica Zilda Arns, coordenadora nacional da Pastoral da Criança, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo Zilda, o ministro gostou da idéia e orientou a sua equipe a fazer os estudos técnicos. ?Para a entidade social seria vantajoso, porque ela teria um recurso permanente, que oneraria menos o governo. Já o governo também ganharia, porque teria um prazo grande para pagar a sua dívida, com juros menores?, disse o coordenador-adjunto da Pastoral, Nelson Arns Neumann.Zilda Arns pediu também a Palocci a liberação de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). O dinheiro seria usado no projeto de inclusão digital da Pastoral da Criança, que prevê a criação de 540 telecentros (locais com biblioteca e acesso em tempo integral à internet) em todo o País. O Fust tem hoje cerca de R$ 3 bilhões depositados. A coordenadora da Pastoral discutiu ainda a liberação de recursos para projetos da Pastoral destinados à geração de renda de incentivo às pequenas e microempresas.

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