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Patrão demite funcionária por considerá-la ‘irresistível’

Chefe alegou que ajudante por perto era como ter 'um Lamborghini na garagem sem poder usá-lo'

Economia & Negócios,

28 de junho de 2013 | 12h21

SÃO PAULO - Uma americana foi demitida de seu trabalho por ser considerada 'irresistível' pelo patrão e uma ameaça ao seu casamento. O caso foi parar na justiça e agora a Suprema Corte de Iowa analisa se ela foi vítima de discriminação sexual no trabalho.

Melissa Nelson diz que passou 10 anos trabalhando sem problemas como dentista no consultório dentário de James Knight, até que foi surpreendida com o aviso de que estava demitida pelo médico por representar uma séria ameaça ao seu casamento.

De acordo com documentos do processo, o patrão usou uma imagem de mau gosto para explicar o motivo da demissão: "É como ter um Lamborghini na garagem e nunca conduzi-lo", disse o dentista, comparando a funcionária ao veículo esportivo italiano.

Melissa, demitida por ser 'um Lamborghini que não pode ser dirigido' (reprodução: ABC News)

Em dezembro do ano passado a Justiça de Iowa chegou a dar razão ao patrão, considerando que a rescisão contratual não foi baseada em gênero. A mulher recorreu, e o caso passa agora por novo julgamento.

O advogado do dentista disse à rede ABC News que espera que a decisão seja mantida, porque 'a lei não mudou'. "A demissão era perfeitamente legal, de acordo com toda a jurisprudência estabelecida, não só em Iowa, mas em qualquer outro tribunal onde foram analisados casos semelhantes", disse o advogado.

A decisão da Justiça, no ano passado, chamou a atenção e provocou muita controvérsia. "A única coisa que mudou foi a reação do público com a decisão", disse o advogado Ryan Koopmans, especialista em direito trabalhista. Ele acha que a repercussão do caso deve levar a Justiça a rever o parecer anterior.

"Eu acho que nós vamos definitivamente ver pelo menos uma opinião a favor de Melissa, mas a questão é saber se será a opinião da maioria", afirmou o jurista.

Seis meses antes da demissão, a funcionária e o chefe trocaram mensagens de texto sobre trabalho e assuntos pessoais, segundo documentos que estão no processo judicial.

Melissa declarou que em uma das mensagens o chefe perguntou quantas vezes ela experimentou um orgasmo. Ela disse que não respondeu, mas também nunca manifestou desconforto com a pergunta.

Mas a esposa do dentista, Jeanne, que também trabalha no ramo dentário, descobriu a mensagem no computador do marido e ordenou que ela a demitisse.

O casal consultou um pastor da sua igreja e ele concordou que, para proteger o casamento, a auxiliar do dentista deveria ser demitida.

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