Patrimônio de fundos de pensão cresceu 27,54% em 2003

Os fundos de pensão recuperaram em 2003 parte do prejuízo sofrido nos últimos três anos, graças ao bom desempenho do mercado acionário. A aplicação em renda variável fez com que o patrimônio das entidades saltasse de R$ 187,9 bilhões em 2002 para R$ 239,7 bilhões no ano passado, um aumento de 27,54%. Isso é o que demonstra os números dos balanços encaminhados nas últimas semanas à Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social.Os dados mostram que a maioria dos fundos de pensão é cautelosa na hora de aplicar os recursos dos participantes. Mais de 60% dos recursos estão em renda fixa, enquanto o investimento em ações não chega a 30%. Há exceções, admite o secretário de Previdência Complementar, Adacir Reis. Sem querer especificar, ele disse que algumas entidades ainda permanecem fora dos níveis máximos de aplicação permitidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Essas entidades, segundo o secretário, estão cumprindo um plano de venda de ações ao longo do tempo de forma a não pressionar o mercado e não derrubar as cotações, o que viria em prejuízo dos participantes.Mesmo se declarando satisfeito com o desempenho das entidades, Reis disse que a secretaria vem tratando de acompanhar individualmente a atuação de cada fundo de pensão. O objetivo é identificar um desequilíbrio e verificar se ele é estrutural ou conjuntural. "Temos que acompanhar os planos para detectar a tempo se o desequilíbrio é fruto de uma conjuntura que pode ser passageira ou se configura uma situação estrutural", afirmou. O secretário se negou a dizer se existe alguma entidade com problemas estruturais.Pelos dados da SPC, as dez maiores entidades fechadas de previdência complementar possuem patrimônio de R$ 146,3 bilhões, o equivalente a 61% do total. Entre as dez maiores, seis são patrocinadas por estatais. Das quatro privadas, três já foram públicas no passado. Elas só passaram a ser privadas por causa da privatização da Telebrás (Sistel), Vale do Rio Doce (Valia) e Companhia Energética de São Paulo (Fundação Cesp). A Previ, do Banco do Brasil, é a maior, com R$ 58 bilhões de patrimônio, quase o triplo da segunda colocada, a Petros, da Petrobras, com R$ 22,7 bilhões de patrimônio.

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