Patrimônio de fundos deve dobrar até 2007, prevê Abrapp

O presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Fernando Pimentel, estima que a criação de fundos de pensão estatais para os novos servidores e de instituídos (por associações e sindicatos) deve fazer com que o patrimônio das fundações se eleve de R$ 200 bilhões atualmente para entre R$ 400 e R$ 420 bilhões em 2007. Ele disse que o potencial no período é de crescimento de 2,3 milhões de participantes para 6 milhões. De acordo com Pimentel, o mercado financeiro precisa se aparelhar para gerir essa poupança financeira de longo prazo. Ele participa do seminário "Fundos de Pensão: Investimentos para a Competitividade", que acontece na capital paulista.O secretário da Previdência Complementar, Adacir Reis, que também participa do evento, disse que o governo está desenhando projetos de investimento dentro do Programa Plurianual, que serão oferecidos a potenciais financiadores como oportunidade opcional de negócios. Fernando Pimentel comentou que os instrumentos disponíveis, como private equity (fundo fechado para investidores institucionais que têm por objetivo aplicar capital de risco em empresas que apresentem boa perspectiva de crescimento e valorização), venture capital (capital de risco) e securitização de recebíveis (transformação em títulos/contas a receber) são "importados" e precisam ser "climatizados". Segundo ele, os fundos de pensão estão "maduros" e preocupados em garantir a aposentadoria dos participantes. Pimentel disse que os investimentos precisam ter rentabilidade, liquidez e segurança. Na opinião do presidente da Abrapp, o defeito principal desses novos instrumentos financeiros é a ausência de um mercado secundário que garanta uma adaptação ao fluxo de caixa dos fundos de pensão (recebimentos menos pagamentos). "Toda saída precisa ter uma porta", argumentou.

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