Patriota diz que País 'monitora' a situação

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que o governo brasileiro vem "monitorando a situação" das empresas brasileiras na Argentina, depois que o governo Cristina Kirchner estatizou a petroleira YPF, da espanhola Repsol.

IURI DANTAS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h06

O ministro das Relações Exteriores disse que pretende discutir o assunto hoje com o ministro argentino do Planejamento, Julio De Vido, durante sua visita ao Brasil.

Patriota evitou comentários sobre o tema, repetindo que a postura do governo brasileiro já foi apresentada por seu colega de Minas e Energia, Edison Lobão, que anteontem classificou a estatização como um assunto interno da Argentina.

O chanceler brasileiro também não soube dizer qual a orientação do governo Dilma Rousseff para as empresas brasileiras instaladas no país vizinho, sócio do Brasil no Mercosul.

Retaliação. A Espanha promete retaliar comercialmente a Argentina, o que pode prejudicar empresas brasileiras que investiram lá. Muitas companhias foram estimuladas pelo Planalto, que prega a integração das cadeias produtivas dos dois países como forma de integração econômica.

Tanto Patriota, quanto o ministro das Relações Exteriores do Chile, Alfredo Moreno, negaram acreditar que a estatização da YPF trará dificuldades na relação de países da região com parceiros europeus.

Indagado sobre a decisão argentina, o chileno declinou de comentários específicos, mas defendeu que países sigam as normas internacionais e a legislação interna em suas decisões econômicas.

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