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'Pau de selfie' é proibido na maior pinacoteca da Inglaterra

National Gallery de Londres alega que dispositivo se enquadra na categoria do tripé e coloca em risco as obras de arte e o conforto dos demais visitantes

O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 15h28


A National Gallery, de Londres, maior pinacoteca do Reino Unido, decidiu proibir o uso do chamado 'pau de selfie' em suas instalações. 

A alegação é a de que o dispositivo enquadra-se na categoria do tripé, já banido, e traz o risco de danificar obras de arte, além de prejudicar o campo visual de outros frequentadores da exposição de arte.

Localizada na Trafalgar Square, a galeria abriga mais de 2,3 mil obras de artistas europeus do período compreendido entre o século XIII e o início do século XX. 

Com a proibição, a National Gallery segue o exemplo do Palácio de Versalhes e do Museum of Modern Art (MoMa) de Nova York. O Museu Britânico também estaria prestes a adotar a restrição, segundo jornais ingleses. 

As varas metálicas usadas como braços extensíveis para tirar fotos com celular viraram mania no mundo inteiro, mas a popularização começa a causar incômodos em certos ambientes.

Esther Saunders-Deutsch, porta-voz da galeria londrina, justificou a decisão: "A fotografia é permitida para fins pessoais na Galeria Nacional, no entanto existem algumas exceções a fim de proteger os direitos de autor de pinturas, empréstimos, privacidade individual e experiência dos demais visitantes", disse. "Portanto, não é permitido o uso de flash e nem de tripés", acrescentou ela, explicando que a galeria considera o pau de selfie uma variação do tripeé.

Ela acrescentou que os funcionários e assistentes estão instruídos para garantir que o equilíbrio correto entre a experiência do visitante e a proteção e segurança das obras em exposição.

"Eles vão agir para evitar fotografias que colocam a segurança da coleção em risco ou que possam obstruir outros visitantes".

Katie Morais, do Museu Britânico, disse que os visitantes podem tirar fotografias em áreas públicas, não incluindo exposições temporárias ou fotos com fins não comerciais.

"A segurança é de suma importância para o Museu Britânico e os funcionários vão informar educadamente aos visitantes sobre a proibição de uso de qualquer equipamento que possa por em perigo os objetos de arte ou outras visitantes", disse.


 

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