Paul Krugman diz estar "desapontado" com economia brasileira

O economista Paul Krugman está "desapontado" com a evolução da economia brasileira. Ao longo de sua carreira acadêmica de 25 anos, iniciada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e, no momento, como professor da Universidade de Princeton, ele disse que o Brasil sempre foi visto como "o país do futuro", ou como a "nova promessa" econômica internacional, mas que isso não se concretizou e que ainda parece difícil.O economista afirmou que o Brasil, assim como outros países da América Latina, tem hoje políticas fiscal e monetária muito melhores do que no passado. Ele elogiou também o desempenho do comércio exterior brasileiro, citando as vendas da Embraer para o resto do mundo. Para ele, no entanto, falta ao País a definição de uma estratégia de crescimento a longo prazo.Ao abrir o 2º Congresso Internacional de Derivativos e Mercado Financeiro da BM&F, Krugman evitou qualquer comentário sobre a crise política que abate o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ponderou que as expectativas em relação ao País ficam ainda mais difíceis com a turbulência.Para Krugman, a situação econômica brasileira atual é muito diferente e melhor do que no passado, citando em particular a crise cambial de 99 e a crise de confiança dos mercados de 2002. Apesar da melhora, o economista disse que o Brasil não está conseguindo produzir o desenvolvimento que o País precisa para enfrentar os problemas sociais e a desigualdade de renda.

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