Paulinho defende democratização do capital

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, quer que os trabalhadores tenham acesso ao mercado de capitais, seja via pulverização das ações do governo em empresas como Companhia Vale do Rio Doce e Furnas ou, ainda, recebendo remuneração extra, como a participação nos lucros, em papéis negociados em bolsa. "Queremos socializar o capitalismo", disse Paulinho, após reunião com o presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho.O sindicalista solicitou do banco um prazo maior para que os trabalhadores possam adquirir ações no caso de ofertas como a da Petrobras, ocorrida em agosto de 2000. Querem também prioridade na aquisição dos papéis. Paulinho foi estimulado pela sua própria experiência. Segundo ele, dos R$ 36 mil que tinha no FGTS, R$ 18 mil foram aplicados em ações da Petrobras. Em um ano e meio ele recebeu R$ 12 mil adicionais como resultado da aplicação, enquanto o valor aplicado no Fundo de Garantia teve acréscimo de apenas R$ 480. "Queremos pelo menos um mês a mais de prazo em relação aos outros investidores, nas próximas operações", disse o sindicalista. Eleazar de Carvalho evitou citar nomes de empresas com ações a serem pulverizadas, mas garantiu que o banco dará prioridade ao pequeno investidor de varejo e que utilize o FGTS. Disse também que poderá ser utilizado tanto o FGTS quanto as próprias ações Petrobras adquiridas na operação anterior. "Poderá ocorrer a migração", afirmou.

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