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Paulinho diz que dará ultimato ao governo sobre juros

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, pretende pressionar o governo federal para reduzir a taxa de juros, mantida em 26,5% pelo Comitê de Política Monetária (Copom). "Estamos dispostos a dar um ultimato. Se o ministro Palocci não der uma garantia de que a taxa de juros será reduzida na próxima reunião do Copom, vamos começar a fazer manifestações contra o governo", disse Paulinho, referindo-se ao ministro da Fazenda Antônio Palocci. Paulinho e representantes de outras centrais sindicais, entre elas a CUT, CGT, CGTB, SDS e CAT, terão um encontro hoje, às 17h, com o ministro Palocci, no Ministério da Fazenda, em Brasília. Na reunião será discutido o novo texto da Lei de Falências. "O governo alega que a lei atual é um dos entraves para a redução da taxa de juros", disse Paulinho. "Não nos enviaram o texto novo, não sei o que eles querem mudar, mas vamos ouvir a proposta do governo e ajudar a aprovar rápido a nova lei."Caso seja necessário, sugere Paulinho, a mudança da Lei de Falências poderia ser proposta até via Medida Provisória. "O que não dá mais para suportar é taxa de juros nesse patamar, temos que fazer tudo possível para mudar essa situação de desemprego crescente", disse Paulinho. "Até a indústria que estava equilibrada, começou a mandar gente embora." Ele deu como exemplo a metalúrgica Helsont, da Phillips, que acaba de trocar São Paulo por Varginha (MG), demitindo cerca de 450 funcionários."Eles dizem que estão deixando São Paulo por causa do ICMS, que é alto, e também por conta da elevada taxa de juros", disse Paulinho, sobre a metalúrgica. "Nós já perdemos tudo, agora estamos dispostos a dar um ultimato ao governo e nessa reunião com Palocci vamos discutir a mudança na Lei de Falências, mas vamos centrar fogo nessa questão dos juros, estamos no limite."

Agencia Estado,

27 de maio de 2003 | 11h39

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