Paulinho volta a defender mudanças na política econômica

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, voltou a defender hoje mudanças na política econômica do governo Lula. Durante manifestação contra o desemprego, realizada hoje na Capital, Paulinho assegurou: "Presidente Lula, mude a política econômica de seu governo e eu serei o primeiro a ir para as ruas lhe defender". De acordo com a Força Sindical, cerca de 15 mil pessoas participaram da manifestação na em São Paulo, mas segundo cálculos da Polícia Militar o número não chegou a 5 mil. Paulinho informou que amanhã (quinta-feira) estará em Brasília para participar do encontro organizado pelo PSDB e PFL, incluindo também o PDT de Leonel Brizola, partido do qual é vinculado. O objetivo do encontro é definir a atuação da oposição ao governo Lula. "É claro que estarei presente, independente das diferenças de ideologias com o PSDB e com o PFL, pois estaremos batalhando pela melhoria de nossa economia e pela geração de emprego", frisou o presidente da Força Sindical. No final da manifestação organizada pela Força Sindical, o padre Cleodom Amaral, pároco em Bragança Paulista, abençoou as carteiras de trabalho dos presentes, orou o Pai Nosso e pediu que Deus olhasse pelos trabalhadores. Durante sua pregação, o padre falou: "Se o Lula não está conseguindo governar, tenho certeza de que o Paulinho pode, pois ele é como Moisés, vai abrir caminhos para os trabalhadores do Brasil." Ao ser questionado sobre o fato de ter sido comparado a Moisés, Paulinho revelou: "Eu até que gostei da comparação". O padre explicou que lembrou de Moisés porque ele libertou o povo das mãos do faraó, completando: "E Paulinho vai libertar o nosso povo, nosso trabalhador". Críticas a Palocci e Meirelles O presidente da Força Sindical criticou, durante discurso, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Segundo Paulinho, os dois são responsáveis pela crise econômica do País e pelo recorde de desemprego. Ao falar sobre o ministro da Casa Civil, José Dirceu, disse apenas: "O Zé Dirceu tem sido nosso aliado na questão do emprego, e é por isso que ele tem apanhado muito". A manifestação contra o desemprego foi realizada, segundo a Força Sindical, em 15 capitais do Brasil. Entre as principais reivindicações, estão a reabertura dos bingos, a mudança na condução da política econômica, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a revisão da tabela do imposto de renda. De acordo com Paulinho, se o governo reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, vai conseguir gerar cerca de 2 milhões de novos empregos.

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 14h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.