Paulínia considera embargar obras de gasoduto

A Prefeitura de Paulínia admite a possibilidade de embargar as obras do gasoduto Campinas - Rio de Janeiro, inauguradas nesta quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso a Petrobras não obtenha o licenciamento ambiental e o alvará de construção do empreendimento. "Esperamos que isso (o embargo) não aconteça, já que a Petrobras se comprometeu a esclarecer essa situação", disse o secretário de Defesa e Desenvolvimento do Meio Ambiente de Paulínia, Edílson Rodrigues. "Mas se a Petrobras não fizer o licenciamento e o jurídico da Prefeitura entender que é um ato necessário, não vemos outra alternativa a não ser embargar a obra", acrescentou. Ao ser questionado se a postura da prefeitura de Paulínia (PMDB) não estaria associada às eleições municipais que ocorrerão em menos de um mês, Rodrigues declarou que não vê uma atitude política "em se cumprir a lei". A prefeitura questiona também o nome do gasoduto. "Ficou como Campinas - Rio de Janeiro, quando se sabe que começa em Paulínia e termina em Japeri, no Rio. Não é elegante construir uma obra aqui e dar o nome de outro município", finalizou.

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