Paulo Bernardo descarta apagão do setor de telecomunicações

Ministro ressaltou que os investimentos do setor este ano devem repetir os valores do ano passado, de R$ 21,7 bilhões 

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

27 de agosto de 2012 | 14h30

SÃO PAULO - O ministro das telecomunicações Paulo Bernardo descartou hoje um risco de apagão do setor, como foi levantado recentemente por uma publicação estrangeira. "Não vamos ter apagão coisa nenhuma", afirmou, durante almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Em seguida, o ministro ressaltou que os investimentos do setor este ano devem repetir os valores do ano passado, de R$ 21,7 bilhões. "As empresas não apostaram no aumento da demanda e tivemos um incidente esses dias. Mas acredito que nos saímos bem", afirmou, referindo-se à suspensão temporária das vendas de novos chips de algumas operadoras por falta de qualidade no atendimento.

Segundo Bernardo, o setor deverá registrar um crescimento recorde este ano. Bernardo ressaltou que o faturamento bruto do setor no ano passado somou R$ 182 bilhões, o que representou uma alta de 10% sobre 2010. "Vamos bater os números do ano passado", afirmou, destacando que o setor faturou R$ 46,5 bilhões no primeiro trimestre.

Segundo ele, o governo prepara medidas para alteração do sistema tributário do setor. "Achamos que mexendo na tributação vamos desenvolver o setor e manter a arrecadação, pois os serviços vão se expandir", afirmou.

Bernardo reafirmou que o governo trabalha para fazer a licitação da faixa de 700 megahertz (mhz) no segundo semestre de 2013. "Podemos fazer a licitação e acelerar a digitalização da TV Digital (prevista para encerrar em 2016), mas com muito cuidado", disse.

Ele ressaltou que o governo ainda procura um modelo de rádio digital. "Mas o modelo industrial precisa ter preço acessível", afirmou.

TIM

O ministro evitou dar prazos para que o relatório sobre denúncias de que a TIM estaria derrubando as chamadas de seus planos ilimitados, seja finalizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "Espero que seja em breve. A Anatel tem sua própria autonomia", afirmou.

Bernardo ressaltou que o processo encontra-se dentro da Anatel. "Com toda sinceridade, acho difícil e torço para não ser verdade. A queda nas ligações é grave e causa um ônus aos usuários", disse, acrescentando que a agência já implementou um novo mecanismo para que a chamada seja retomada após dois minutos da queda da chamada sem pagamento adicional.

 

 

 

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