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Paulo Bernardo descarta redução do compulsório

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira que a redução do nível do depósito compulsório (parte dos depósitos que os bancos devem direcionar ao Banco Central) não está sendo estudada entre as medidas de redução dos spreads bancários (diferença entre os juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos) e aumento da oferta de crédito. "Não tem nada disso", disse Bernardo. O ministro não quis falar sobre as medidas que estão em estudo pelo governo. Paulo Bernardo informou também, ao sair da reunião de agosto do Conselho Monetário Nacional, que o governo está procurando uma solução técnica que permita eliminar do custo dos novos financiamentos habitacionais. Segundo o ministro, é possível fazer isso, mas é necessário esperar uma definição da área técnica. "Nós estamos procurando a solução técnica, não temos ainda a definição". Segundo ele, não existe pressão dos bancos em relação a essa medida. "Não estou sabendo de pressão nenhuma. Estamos preparando as medidas encomendadas pelo presidente. Na hora em que estiverem prontas, serão anunciadas." O ministro disse que se deve a detalhes técnicos a decisão do governo de adiar para o dia 5 de setembro, em nova reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), o anúncio das medidas de incentivo à construção na área da habitação e à redução do spread bancário. "O pessoal está trabalhando no detalhamento das medidas, e o ministro Guido Mantega (Fazenda) pediu que nós repartíssemos a reunião", disse, referindo-se ao fato de que, além do encontro desta terça, o CMN terá uma reunião extraordinária no dia 5 de setembro, quando serão anunciadas as medidas. Mantega O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na semana passada que por enquanto não estão no horizonte medidas de redução do depósito compulsório à vista e a prazo. Mantega disse que gostaria de ver as instituições financeiras assumindo a responsabilidade de também tomar medidas que ajudem na redução dos spreads bancários. "É claro que eles (banqueiros) gostariam que só o governo assumisse a responsabilidade de fazer as medidas. Eu gostaria que eles também assumissem a responsabilidade de tomar as medidas", afirmou.A resposta foi a uma pergunta sobre a reivindicação dos banqueiros para que haja uma redução dos depósitos compulsórios. As instituições alegam que essa medida é fundamental para a redução do spread bancário. Mantega disse que os banqueiros têm a opinião deles, mas o governo considera que outras medidas também possam ajudar na redução do spread. O ministro citou o cadastro positivo e também a redução do fundo garantidor de crédito.

Agencia Estado,

29 de agosto de 2006 | 17h34

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