Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Paulo Guedes diz que Carlos Costa, da transição, será secretário no governo

De acordo com o futuro ministro, ainda falta definir qual secretaria o ex-diretor do BNDES ocupará

Paula Reverbel, O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2018 | 21h17

Paulo Guedes anunciou na noite sábado, 24, que o economista Carlos Alexandre da Costa, que participa da equipe de transição, será secretário do governo de Jair Bolsonaro.

A declaração foi feita durante o 4º Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), enquanto Guedes participava de um painel sobre o futuro da economia brasileira, segundo confirmou ao Estado o deputado federal eleito Paulo Martins, que palestrou mais cedo no evento.

Lá, o futuro ministro da Economia da gestão Bolsonaro disse que ainda não sabe qual secretaria Costa ocupará, já que ele ainda estuda como será o desenho do ministério, mas que certamente fará parte do governo.

Ex-diretor do BNDES, ele já era cotado para integrar a equipe econômica comandada por Guedes. 

A princípio, o futuro superministério da Economia terá seis grandes secretarias. As conversas ainda estão em andamento, e o número de secretarias ainda pode ser modificado, mas já há nomes bem cotados para cada uma das áreas, segundo  integrantes do time de transição ouvidos pelo Estado.

No desenho que vem sendo pensado, a “secretaria de produtividade e competitividade” ficaria com Carlos da Costa. No BNDES, ele foi diretor de planejamento, crédito e tecnologia. Fundou o Instituto de Performance e Liderança e o Ibmec Educacional, além de ter sido diretor do JP Morgan. Costa é formado em economia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e tem mestrado na Universidade da California. 

Outros nomes

Na última sexta-feira, 23, Guedes confirmou o empresário  Salim Mattar, sócio e presidente do conselho da Localiza, uma das maiores locadoras de veículos do mundo, para assumir a secretaria  desestatização e desinvestimentos, que vai cuidar das privatizações.   

Mansueto de Almeida, atual secretário do Tesouro e já confirmado na futura equipe, comandaria a “secretaria de economia”, acumulando o Tesouro com outras áreas.

O economista Marcos Cintra, doutor em Economia por Harvard, está cotado para assumir uma supersecretaria que vai unir Receita Federal e a atual Secretaria da Previdência. Ela está sendo chamada internamente de secretaria de “arrecadação” e terá grande importância na nova estrutura.

Para a secretaria de “gestão e modernização”, está cotado o advogado Paulo Uebel, ex-secretário de João Doria na Prefeitura de São Paulo e parte da equipe de transição. Já o economista Marcos Troyjo pode ficar com a secretaria responsável pelo comércio exterior.

Atual ministro do Planejamento, Esteves Colnago está quase confirmado na equipe econômica de Jair Bolsonaro, segundo uma importante fonte do time de transição. Ele está sendo pensado para o cargo de secretário executivo do superministério. A ideia é que ele ajude a “tocar a máquina”, explica um integrante do time. Colnago já se reuniu com Guedes, que gostou bastante da conversa.

 

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