Adriano Machado/Reuters - 25/1/2022
Adriano Machado/Reuters - 25/1/2022

Quem define política de preço da Petrobras é conselho e diretoria, diz Paulo Guedes

Em Davos para o Fórum Econômico, ministro afirmou que não tem sido questionado sobre a estatal

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2022 | 14h58

DAVOS - O ministro da Economia, Paulo Guedes, evitou falar da nova mudança de comando da Petrobras, nesta terça-feira, 24, nos corredores do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Nas reuniões privadas que tem feito, o ministro afirmou que não tem sido questionado sobre a petroleira. "O presidente Jair Bolsonaro escolhe o ministro Adolfo Sachsida, o ministro escolhe o presidente da Petrobras", disse em conversa com jornalistas.

O Conselho da petroleira ratifica o nome do ministro escolhido e a diretora da estatal, completou Guedes. "E eles definem a política de preço dos combustíveis."

José Mauro Ferreira Coelho foi o terceiro presidente da estatal no governo de Bolsonaro, ficando apenas 40 dias no cargo. O novo nome é Caio Mário Paes de Andrade, próximo a Guedes.

Otimismo com o PIB

Guedes mostrou visão otimista sobre o crescimento do Brasil este ano. O ministro disse que as projeções iniciais dos economistas do mercado eram de contração na casa de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. Depois, as estimativas foram melhoradas para -0,5%, novamente revistas agora para níveis positivos em 1%, 1,5% e devem seguir melhorando.

"Já tem gente falando em 2%, em 3%", afirmou. Guedes evitou dar um número que imagina, mas disse que "tranquilamente" a expansão do PIB vai ser mais que 2% este ano.

Em conversas privadas durante Davos, o ministro destacou que o Brasil está crescendo mais que os pares, enquanto países desenvolvidos mostraram desaceleração. No pós-pandemia, tem uma recuperação mais rápida que outras nações ricas, como as que formam o G-7.

Ao mesmo tempo, o Brasil tem conseguido equilibrar as contas fiscais, que tiveram superávit no primeiro trimestre, apesar de ter gastado muito para enfrentar a pandemia, segundo interlocutores que participaram das conversas com Guedes.

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