Guedes diz que reeleição é tragédia brasileira e justifica atos de Bolsonaro: todos cometem excessos

Ministério da Economia sustenta que dá para ter mais 4 anos de governo Bolsonaro

Célia Froufe e Lorenna Rodrigues - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA. O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou a reeleição de presidente da República no Brasil, mas admitiu que, se já tiveram duas gestões do tucano Fernando Henrique Cardoso, duas do petista Luiz Inácio Lula da Silva, também poderia ter duas de Bolsonaro.

“A reeleição é tragédia brasileira. Era melhor ter mandato de cinco anos. Sempre fui a favor de acabar com a reeleição”, afirmou durante o seminário “Perspectivas econômicas do Brasil”, promovido pela Arko Advice e o Traders Club.

 Paulo Guedes se mostrou favorável a um novo mandato do presidente Jair Bolsonaro Foto: Edu Andrade/Ministério da Economia - 12/05/2022

Guedes disse que continua contra a reeleição, mas depois de dois governos de Fernando Henrique Cardoso, dois de Luiz Inácio Lula da Silva e dois de Dilma Rousseff, “dá pra ter dois de Bolsonaro”. “Tomara que ele (Bolsonaro) faça reforma política”, considerou, na hipótese de ele continuar no poder por mais quatro anos.

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O ministro defendeu o presidente Jair Bolsonaro e disse que “todo mundo comete excessos”. “Tem que respeitar a liberdade de opinião, se o cara [Bolsonaro] dá opinião é fascista?”, questionou. “Temos que respeitar instituições, tem uma instituição chamada Presidência da República”. O ministro acrescentou que é típico da democracia “a luta por demarcação de território”.  

Antes disso, sobre economia, o ministro disse que o atual governo preservou 11 milhões de empregos com a vacinação contra o coronavírus. “São números grandes para qualquer lugar do mundo. Estamos com o desempenho mais baixo desde 2015.” Ele também comentou que “analistas e economistas que estão no esporte predileto de criticar o governo” previram que a relação da dívida com o Produto Interno Bruto (PIB) iria disparar. “Fomos a quase 90% e estamos em 78,5% do PIB. Nenhum país conseguiu fazer isso. O Brasil fez em 15 meses o que nossos críticos demoraram a fazer, com superávit”, argumentou, citando que apenas o Brasil e Cingapura conseguiram esse feito.

Guedes também defendeu que o Brasil tem um plano e que estava seguindo em todas as dimensões com avanço. “Pela primeira vez em 40 anos, baixamos em 35% o IPI, que desindustrializou o País. Ninguém fez isso antes. O Brasil não conseguiu vencer o estatismo. O estatismo destruiu o Brasil”, afirmou.

Agora, de acordo com o ministro, o governo está transformando o excesso de arrecadação em queda de impostos. “Esquece que a inflação que ajudou. Se isso desse certo, a Dilma tinha zerado (a dívida). Fizemos mais do que isso e mandamos recursos para Estados e municípios.”

Guedes comentou ainda sobre o fato de Estados e municípios estarem com suas contas no azul. “Descentralizamos. Os brasileiros vivem nos Estados que nos criticam. Foram eles que fizeram isso? Por que não fizeram antes? Conseguiram porque não deixamos aumentar salários. Somos a geração que pagou pela guerra. Nunca perdemos a bússola, mesmo no meio da crise.”

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“A reeleição é tragédia brasileira. Era melhor ter mandato de cinco anos. Sempre fui a favor de acabar com a reeleição”, afirmou durante o seminário “Perspectivas econômicas do Brasil”, promovido pela Arko Advice e o Traders Club.

 Paulo Guedes se mostrou favorável a um novo mandato do presidente Jair Bolsonaro Foto: Edu Andrade/Ministério da Economia - 12/05/2022

Guedes disse que continua contra a reeleição, mas depois de dois governos de Fernando Henrique Cardoso, dois de Luiz Inácio Lula da Silva e dois de Dilma Rousseff, “dá pra ter dois de Bolsonaro”. “Tomara que ele (Bolsonaro) faça reforma política”, considerou, na hipótese de ele continuar no poder por mais quatro anos.

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O ministro defendeu o presidente Jair Bolsonaro e disse que “todo mundo comete excessos”. “Tem que respeitar a liberdade de opinião, se o cara [Bolsonaro] dá opinião é fascista?”, questionou. “Temos que respeitar instituições, tem uma instituição chamada Presidência da República”. O ministro acrescentou que é típico da democracia “a luta por demarcação de território”.  

Antes disso, sobre economia, o ministro disse que o atual governo preservou 11 milhões de empregos com a vacinação contra o coronavírus. “São números grandes para qualquer lugar do mundo. Estamos com o desempenho mais baixo desde 2015.” Ele também comentou que “analistas e economistas que estão no esporte predileto de criticar o governo” previram que a relação da dívida com o Produto Interno Bruto (PIB) iria disparar. “Fomos a quase 90% e estamos em 78,5% do PIB. Nenhum país conseguiu fazer isso. O Brasil fez em 15 meses o que nossos críticos demoraram a fazer, com superávit”, argumentou, citando que apenas o Brasil e Cingapura conseguiram esse feito.

Guedes também defendeu que o Brasil tem um plano e que estava seguindo em todas as dimensões com avanço. “Pela primeira vez em 40 anos, baixamos em 35% o IPI, que desindustrializou o País. Ninguém fez isso antes. O Brasil não conseguiu vencer o estatismo. O estatismo destruiu o Brasil”, afirmou.

Agora, de acordo com o ministro, o governo está transformando o excesso de arrecadação em queda de impostos. “Esquece que a inflação que ajudou. Se isso desse certo, a Dilma tinha zerado (a dívida). Fizemos mais do que isso e mandamos recursos para Estados e municípios.”

Guedes comentou ainda sobre o fato de Estados e municípios estarem com suas contas no azul. “Descentralizamos. Os brasileiros vivem nos Estados que nos criticam. Foram eles que fizeram isso? Por que não fizeram antes? Conseguiram porque não deixamos aumentar salários. Somos a geração que pagou pela guerra. Nunca perdemos a bússola, mesmo no meio da crise.”

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