Adriano Machado/Reuters - 25/10/2021
Adriano Machado/Reuters - 25/10/2021

'Estão errando todas', diz Guedes sobre a revista The Economist

'A Economist deveria olhar um pouquinho para o próprio umbigo, lá para dentro da Inglaterra que está em maus lençóis”, disse o ministro da Economia. 'Estamos indo muito melhor que eles (os ingleses)'

Felipe Frazão, enviado especial a Dubai, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2021 | 18h49

DUBAI - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira, dia 15, que a revista The Economist “está errando todas” sobre o governo brasileiro. Em artigo sobre o País, a revista inglesa disse que o presidente Jair Bolsonaro é “nocivo à economia do Brasil”.  

“Eles estão errando todas sobre o Brasil", afirmou Guedes, durante passagem na Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Para o ministro, a publicação já espalhou previsões que se mostraram exageradas do Fundo Monetário Internacional, sobre o impacto do novo coronavírus na economia brasileira. "Falaram que o Brasil ia cair 10% (na pandemia), cai 4%, que a Inglaterra ia cair 4%, caiu 10%. A Economist está liderando as previsões para o buraco", disse Guedes, se referindo à variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois países no ano passado. No ano passado, o PIB do Brasil caiu 4% e o do Reino Unido, 9,79%. 

O ministro afirmou que a revista deveria “olhar para o próprio umbigo”, para os problemas internos da Inglaterra, como desabastecimento de carne e filas em postos de combustíveis. “A Economist deveria olhar um pouquinho para o próprio umbigo, lá para dentro da Inglaterra que está em maus lençóis”, disse Guedes. "E cá para nós, estamos indo muito melhor que eles (ingleses)."

Para a publicação, que é uma das mais prestigiadas sobre economia no mundo e é considerada uma referência na defesa do liberalismo econômico, Guedes e Bolsonaro “conduzem o País não apenas a um retorno à incontinência fiscal, como também a outras mazelas econômicas que têm castigado o Brasil: aumento da inflação, altas taxas de juros e baixo crescimento”.

O artigo considera que Guedes apoia uma “dissimulada tentativa de contornar o limite constitucional para gastos públicos”.

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