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Paulo Leme é o novo presidente do Goldman Sachs no Brasil

Mudança foi comunicadaontem aos funcionários do banco, mas ainda depende de aval do Banco Central

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2014 | 02h06

O economista Paulo Leme será o novo presidente do Goldman Sachs no Brasil. O executivo, que substituirá o mexicano Alejandro Vollbrechthausen, é o atual presidente do conselho de administração do banco. Ele deixará de exercer essa função ao assumir o dia a dia das operações. A mudança, anunciada ontem aos funcionários do Goldman em São Paulo, ainda depende do aval do Banco Central.

Vollbrechthausen, que ficou três anos e meio à frente da operação brasileira, voltará para Nova York, onde ficará no comando da área de renda fixa, moedas e commodities para a América Latina. No banco desde 1993, Leme também foi economista sênior do Fundo Monetário Internacional (FMI), tendo atuado na reestruturação da dívida externa de países como Jordânia, Equador e Venezuela.

Nos últimos dois anos e meio, ele trabalhou ao lado de Vollbrechthausen na ampliação do escopo do Goldman Sachs no Brasil. Neste momento de economia em desaceleração, a variedade do portfólio de produtos tem compensado a retração da área de banco de investimentos, segundo o executivo. A área de renda fixa, por exemplo, está ganhando relevância dentro da instituição, com destaque para a negociação de títulos públicos.

A criação de novas áreas tem reflexo direto nos resultados do Goldman no Brasil, segundo Leme: "Houve uma virada importante no quarto trimestre do ano passado." A operação local do Goldman Sachs fechou o primeiro semestre de 2014 com lucro de R$ 35,1 milhões; no mesmo período do ano passado, a instituição havia registrado prejuízo de R$ 100,3 milhões.

Perspectivas. Leme admite que assume o Goldman em um momento difícil para a economia, especialmente por causa dos ajustes que serão necessários em 2015. Ele diz que as mudanças, se ocorrerem, podem criar oportunidades, pois podem aumentar a confiança no País. "Tudo depende da intensidade e do prazo em que vierem essas mudanças", afirma.

O novo presidente do Goldman Sachs diz ainda que a economia brasileira tem forte potencial de atração de investimentos, especialmente no setor de infraestrutura. "É preciso ver (o cenário) além do ciclo de curto prazo." / FERNANDO SCHELLER

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