Pedro França/Agência Senado - 13/5/2019
Assim como Bitencourt, Pedro Valle é funcionário de carreira do Tesouro. Pedro França/Agência Senado - 13/5/2019

Paulo Valle será o novo secretário do Tesouro Nacional após saída de Bittencourt

Assim como Jeferson Bitencourt, Valle é funcionário de carreira do Tesouro, onde comandou por muito anos a área da dívida pública

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2021 | 19h32

BRASÍLIA – Paulo Valle foi confirmado pelo Ministério da Economia como novo secretário do Tesouro Nacional, após a saída de Jeferson Bittencourt na quinta-feira.

Assim como Bitencourt, Valle é funcionário de carreira do Tesouro, onde comandou por muito anos a área da dívida pública. Ele foi escolhido pelo novo secretário de Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, cujo nome também foi confirmado nesta sexta-feira, 22, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

"O Ministério da Economia informa, ainda, que Paulo Fontoura Valle aceitou o convite feito por Esteves Colnago para assumir a Secretaria do Tesouro Nacional", informa a nota divulgada pela pasta.

O anúncio vem um dia após a debandada da equipe econômica. Guedes perdeu quatro auxiliares por conta da crise instaurada na Economia, diante do acordo firmado pelo governo para mudar a regra do teto de gastos e liberar R$ 83,6 bilhões em despesas adicionais. A medida, aprovada na comissão especial da PEC dos precatórios, vai permitir um Auxílio Brasil de R$ 400.

Além de Bittencourt, e eu adjunto, Rafael Araujo, também pediram exoneração do cargo o então secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e sua adjunta, Gildenora Dantas

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Guedes: 'Não pedi demissão em nenhum momento'

Em coletiva de imprensa ao lado de Bolsonaro, ele afirmou que não vai deixar ninguém passar fome para 'tirar 10 no fiscal'; presidente disse que tem 'absoluta confiança' no ministro

Thaís Barcellos, Lorenna Rodrigues, Eduardo Gayer e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2021 | 13h01
Atualizado 22 de outubro de 2021 | 17h09

BRASÍLIA - Em meio à crise gerada pelas mudanças no teto de gastos e debandada na equipe econômica, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Ministério da Economia na tarde desta sexta-feira, 22, demonstrar apoio ao ministro Paulo Guedes, que, apesar de especulações, vai permanecer no governo. 

Guedes negou que tenha pedido demissão, em meio às manobras no teto para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400 e a posterior saída de secretários. "Trabalho para um presidente democraticamente eleito, bem intencionado. Estou errado em não pedir demissão porque vão gastar R$ 30 bilhões a mais? Estou fazendo o que de errado? Peço compreensão. Vamos trabalhar até o fim do governo."

O ministro disse ainda que, em nenhum momento, Bolsonaro insinuou algo semelhante, ou seja, a sua demissão. Segundo Guedes, ele soube, que, quando estava nas reuniões do FMI, houve "uma movimentação política no Brasil" para retirá-lo do cargo. "Não falo que são ministros fura teto, existe uma legião de fura teto", disse, admitindo que é uma regra restritiva.

Com a polêmica do teto de gastos e as especulações sobre a permanência de Guedes no ministério, a Bolsa de valores chegou a cair 4,5% nesta sexta e o dólar bateu em R$ 5,75, mas passou a cair depois do encontro do ministro com Bolsonaro. 

Em coletiva de imprensa ao lado de Guedes, Bolsonaro afirmou que o ministro entende "as aflições que o governo passa" e que tem confiança absoluta nele. O presidente repetiu que a economia voltou em 'V' e que não quer "colocar em risco nada no tocante à economia". "A economia está ajustada, não existe solavanco ou descompromisso."

Paulo Guedes afirmou que a intenção era fazer um programa social de R$ 300 dentro do teto de gastos, com a reforma do Imposto de Renda. "Já tínhamos o (novo) Bolsa Família pronto quando fomos atingidos pelo meteoro (dos precatórios)", disse. "Perdemos fonte (de recursos) porque a reforma do IR não avançou no Senado."

Ele disse que é "natural que a política queira furtar o teto e gastar mais", mas que está de olhos nos limites. "Isso não é uma falta de compromisso, é uma coisa muito ponderada." 

O ministro afirmou que o teto de gastos é "um símbolo", mas que não pode deixar ninguém passar fome para "tirar 10 no fiscal". "A solução de R$ 600 era nota 4 na economia, fura teto. A solução de R$ 300 estava nota 10 na técnica, mas 5 na política." Segundo o ministro, faltou tolerância com a equipe econômica que tenta conciliar a solução técnica fiscal com o amparo aos mais vulneráveis.

Guedes citou que o aumento do Bolsa Família a R$ 400 é compreensível e não será questionado em momento em que há aumento de preço de comida e gás. E minimizou o gasto com o benefício para atender os caminhoneiros anunciado por Bolsonaro, que vem sofrendo com a alta de combustíveis. "Estamos falando de pouco mais de R$ 3 bilhões para ajudar caminhoneiros. O Brasil roda em cima do modal rodoviário, é subsidiar quem carrega a comida."

'A verdade vos libertará'

Apesar de tentar defender a manobra no teto de gastos para viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 400 em 2022, Guedes enfatizou que a ideia não partiu da equipe econômica. O ministro citou uma frase muito usada por Bolsonaro para sinalizar que a mudança na regra fiscal partiu da ala política do governo.

"A verdade vos libertará. A ideia de mexer no teto veio de outro lugar. A preferência da economia era manter o teto e pedir uma autorização para gastar um pouco mais, ali ao lado. Mas, tecnicamente (a mudança no teto), é defensável", admitiu.

O ministro reconheceu falhas de comunicação da equipe econômica, mas reclamou da pressão da ala política por mais recursos quando ele estava fora do Brasil, na reunião do G20.

"Houve de certa forma uma pressão, e seria melhor isso acontecer mais organizadamente. Seria melhor que nós da Economia já tivéssemos conseguido acertar a coisa antes. Se quando eu estivesse fora a ala política não pressionasse por recursos", desabafou. "Mas gostaria de agradecer ao presidente Bolsonaro pela confiança e ao relator da PEC dos precatórios, deputado Hugo Motta, por ter feito o trabalho dentro do espírito original da proposta."

Novo secretário

Já foi confirmado que Esteves Colnago vai assumir a secretaria de Tesouro e Orçamento a pós a saída de Bruno Funchal. A tendência é que o novo secretário monte sua equipe em acordo com Guedes e escolha o novo secretário do Tesouro. Os cargos fiaram vagos depois da debandada ocorrida na pasta após perder para a ala política a disputa interna no governo pela manutenção do teto de gastos. 

Pediram exoneração do cargo Funchal e sua adjunta, Gildenora Dantas, e também o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e seu adjunto, Rafael Araujo.

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Guedes comete ato falho e admite sondagens para tirá-lo do governo

Ao lado de Bolsonaro, o ministro da Economia mostrou desconforto com as informações de que parte da ala política do governo teria ido ao BTG atrás de um substituto para si

Eduardo Rodrigues, Lorenna Rodrigues e Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2021 | 16h50

BRASÍLIA - Ao confirmar o nome de Esteves Colnago para o cargo de secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Paulo Guedes cometeu um ato falho ao confundi-lo com o banqueiro André Esteves, do BTG

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Guedes aproveitou o erro para mostrar o desconforto com as informações de que parte da ala política do governo teria ido ao próprio BTG para encontrar um substituto para si na cadeira de ministro da Economia. O ex-secretário do Tesouro Nacional e atual economista chefe do BTG, Mansueto Almeida, seria o alvo dessa sondagem.  

"Uma ala política foi no André Esteves perguntar se o BTG poderia emprestar o Mansueto se eu saísse. Sei que o presidente Bolsonaro não pediu isso, porque ele confia em mim e eu confio nele, mas muita gente da ala política andou fazendo pescaria, inclusive lá (no BTG)", ironizou Guedes. 

E hoje em painel do 20º Fórum Empresarial Lide nesta manhã, o sócio-sênior do BTG Pactual André Esteves afirmou que o País está passando por um momento de perda de credibilidade por uma fraqueza institucional. Para o sócio do BTG, a semana foi marcada por uma "derrapada" e é um erro flexibilizar o teto de gastos.

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Esteves Colnago vai assumir Secretaria de Tesouro e Orçamento após saída de Funchal

Ex-ministro de Planejamento, Colnago é chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia e tem a confiança de Paulo Guedes

Lorenna Rodrigues e Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2021 | 22h50
Atualizado 22 de outubro de 2021 | 18h50

BRASÍLIA - O chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Esteves Colnago, aceitou o convite para assumir como o novo secretário de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia

O ministro Paulo Guedes confirmou nesta sexta-feira, 22, a indicação de Colnago no lugar de Bruno Funchal, que pediu exoneração na quinta após mudanças no teto de gastos. Segundo o ministro, o novo secretário especial terá liberdade para escolher o próximo secretário do Tesouro, já que Jeferson Bittencourt também deixou o cargo também na quinta. Bruno Grossi e Paulo Valle são cotados para o Tesouro.

Guedes se reuniu nesta sexta com o presidente Jair Bolsonaro no Ministério da Economia. A visita, que não estava prevista na agenda do presidente pela manhã, foi considerada um aceno ao ministro, enfraquecido depois de perder a disputa com a ala política pelo teto de gastos

Na quinta, Guedes perdeu quatro auxiliares por conta da crise. Pediram exoneração do cargo o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e sua adjunta, Gildenora Dantas. Também pediram para deixar o cargo o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e seu adjunto, Rafael Araujo.

O Estadão/Broadcast antecipou na noite de quinta que Esteves estava entre os mais cotados para o cargo. Pesou a favor de Colnago o fato de ele ter bom trânsito no Congresso – algo que a equipe econômica precisa muito no momento. Além disso, ele foi ministro do Planejamento no governo Michel Temer, quando acumulou experiência na área.

Colnago é hoje um dos assessores mais próximos a Guedes e atua como chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, cargo responsável pelo relacionamento com parlamentares e a ala política do governo. No início do governo, ele ocupou o cargo de secretário especial adjunto de Fazenda.

É mestre em Economia pela Universidade de Brasília e foi presidente dos Conselhos de Administração da Casa da Moeda, de Recursos do Sistema Financeiro Nacional e de Administração do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

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Bolsa tem a quarta pior semana em dois anos após manobra do teto de gastos

Apoio de Bolsonaro a Paulo Guedes e 'fico' do ministro ajudaram Bolsa a estancar parcialmente as perdas do dia, com queda de 1,3%, após despencar mais de 4%; no câmbio, dólar caiu 0,7%, a R$ 5,62

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2021 | 09h39
Atualizado 22 de outubro de 2021 | 20h42

A visita do presidente Jair Bolsonaro ao Ministério da Economia na tarde desta sexta-feira, 22, e a reiteração do seu apoio ao ministro Paulo Guedes - que também manifestou sua decisão de permanecer no governo -, deram espaço para que o mercado buscasse uma recuperação, com o dólar em baixa de 0,71%, a R$ 5,6273. A Bolsa brasileira (B3) chegou a estancar parcialmente as perdas, em baixa de 1,34%, aos 106.269,18 pontos, após subir mais de 4%. Mesmo assim, o Ibovespa teve perda de 7,28% no acumulado dos últimos cinco dias, em sua pior semana em dois anos.

O resultado é o quarto pior do índice, atrás apenas dos recuos semanais registrados após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia do coronavírus, em março. Com isso, a queda de mais de 7% do Ibovespa fica atrás apenas das semanas encerradas em 28 de fevereiro de 2020, quando caiu 8,37%, 13 de março de 2020, com queda de 15,63%, e 20 de março de 2020, com forte recuo de 18,8% em apenas cinco dias.

No ano de 2021, o Ibovespa cede 10,69%, com perda de 4,22% no mês de outubro. Na mínima do dia, o índice caiu aos 102.853,96, menor nível intradia desde 13 de novembro de 2020 - na máxima, tinha leve ganho de 0,01%, primeira variação positiva dos últimos dias. Hoje, a Bolsa fechou no menor nível desde 20 de novembro.

"Vamos ficar até o fim do governo", disse Guedes em pronunciamento ao lado de Bolsonaro. A declaração trouxe alívio ao mercado, principalmente após as especulações em torno da permanência do ministro. Momentos antes, Bolsonaro disse que tem absoluta confiança em Guedes e que ele entende "as aflições que o governo passa".  O presidente repetiu que a economia voltou em 'V' e que não quer " e que não existe descompromisso.

As declarações vem após o acordo feito pelo governo para mudar a regra do teto de gastos e permitir R$ 83,6 bilhões em gastos extras - já aprovado pela comissão especial da PEC dos precatórios -, para conseguir acomodar o Auxílio Brasil de R$ 400. O arranjo resultou em uma debandada na equipe de Guedes, com a baixa de dois importantes membros do ministério: Bruno Funchal (secretário especial do Tesouro e Orçamento) e Jeferson Bittencourt (secretário do Tesouro).

Hoje, foi confirmado que o atual chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais da Economia, Esteves Colnago, irá assumir o lugar de Funchal. Em pronunciamento, Guedes relativizou a situação e disse que é "natural que a política queira furtar o teto e gastar mais", mas que está de olhos nos limites. "Isso não é uma falta de compromisso, é uma coisa muito ponderada". O ministro também disse que não vai deixar ninguém passar fome para tirar 10 no fiscal.

"O rompimento do teto foi bem precificado e a aparição de Bolsonaro e Guedes juntos traz um pouco mais de tranquilidade, embora ninguém tenha gostado dessa notícia da semana, a ruptura do teto, uma medida populista, 100% voltada para eleição", diz Viviane Vieira, operadora de renda variável da B.Side Investimentos, escritório ligado ao BTG Pactual

Para Viviane, a depender da definição dos novos nomes para recompor o Tesouro, e dos desdobramentos da próxima semana, pode haver alguma recuperação gradual tanto para o real como para o Ibovespa, que esta semana esteve bem descolado do exterior, especialmente da Bolsa de Nova York, com S&P 500 em novo pico histórico, refletindo a positiva temporada de balanços trimestrais nos Estados Unidos.

"A debandada no Tesouro foi uma sinalização ruim, deixando Paulo Guedes isolado, o que explica a reação negativa, estressada, do mercado", diz Leonardo Milane, sócio e economista da VLG Investimentos, para quem a "poeira não está baixando", com outros fatores de risco ainda pendentes no curto prazo, como a possibilidade de paralisação de caminhoneiros. "O estouro do teto mostra que o Guedes não está mais lá para impedir que o teto seja furado", acrescenta.

Após o pronunciamento na economia, ações como as de Petrobras e as de grandes bancos, de forte peso no Ibovespa, encerraram o dia limitando a correção vista mais cedo, quando mostravam perda em torno ou acima de 5% na sessão. Ao final as ações ON e PN da petroleira caíam 1,697% e 0,98% cada, com Itaú em baixa de 3,84%. Na contramão, diante da alta do minério de ferro na China, Vale subiu 1,22%, Gerdau Metalúrgica, 2,08% e Usiminas, 1,34%.

Câmbio

O mercado doméstico de câmbio viveu uma sessão agitada e de muita volatilidade nesta sexta - na máxima, o dólar bateu em R$ 5,7545, enquanto na mínima, despencou na R$ 5,6223, bem perto do valor de fechamento. A moeda americana termina esta semana com valorização de 3,16% e já acumula alta de 3,33% em outubro - o que evidencia uma reprecificação relevante do real nos últimos dias. O dólar para novembro fechou em queda de 0,24%, a R$ 5,6530.

A economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte, vê a queda do dólar após o discurso do Guedes como um "pequeno ajuste" depois de um período de grande estresse, mas ressalta que a percepção de risco segue em nível elevado. "O fato de o Guedes continuar deu algum ânimo e possibilitou esse ajuste, já que ele é o único braço relativamente liberal no governo", diz Consorte. "Mas o dólar no patamar atual sugere que o mercado não gostou das mudanças fiscais, que ainda são vistas como 'pedaladas'. Devemos ver ainda bastante volatilidade".

Para  o gerente da mesa de derivativos financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado, após as movimentações dos últimos dias, a taxa de câmbio já carrega um prêmio de risco considerável, o que pode, em tese, abrir espaço para uma queda do dólar. A disputa pela formação da taxa Ptax de fim de outubro na semana que vem e eventuais fluxos podem, contudo, levar a moeda a flertar novamente com R$ 5,75. "Pelos fundamentos, é mais plausível o dólar ir para R$ 5,50, porque o pior momento do ajuste de prêmios já passou. Mas é preciso ver a questão do fluxo e da demanda", ressalta Machado.

A expectativa dos analistas é que o BC continue a atuar com leilões extras de swaps cambiais (equivalente a venda de dólares no mercado futuro) para suprir demandas específicas. A perspectiva de uma aceleração do ritmo de aperto monetário pelo Copom na próxima semana, com o mercado já projetando alta de 1,5 ponto percentual na Selic, pode dar também algum fôlego ao real, caso não haja novas surpresas no front fiscal. /MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL E ANTONIO PEREZ

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