Paulson anuncia medidas de respaldo a agências hipotecárias

Investidores estão preocupados com a estabilidade da Fannie Mae e da Freddie Mac em meio à crise imobiliária

Agências internacionais,

13 de julho de 2008 | 19h35

O secretário do tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou neste domingo, 13, medidas de respaldo às duas maiores agências de crédito imobiliário do país: Fannie Mae e Freddie Mac. Entre as medidas estão o empréstimo de dinheiro e, se necessário, a compra de ações.   Veja também: Bush pede 'trabalho duro' contra crise de firmas de hipotecas Ações de agências hipotecárias caem e Paulson ressalta apoio Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira As grandes crises econômicas    "A fortificação [das agências] é importante para manter a confiança e a estabilidade em nosso sistema financeiro e nos nossos mercados financeiros", disse Paulson, por meio de um comunicado. "Por isso, devemos tomar medidas para enfrentar a atual situação de forma a nos guiarmos até uma estrutura regulatória mais forte", completou o secretário.   O anúncio marcou o último passo do governo norte-americano para encorajar as agências hipotecárias. Um difícil teste de confiança virá na segunda-feira, quando Freddie Mac terá que vender US$ 3 bilhões em dívidas de curto prazo, em um teste do apetite do mercado para suas fianças. Juntas, as agências detêm US$ 5,3 trilhões de dívidas hipotecárias, o equivalente a quase metade das hipotecas ainda pendentes nos EUA.   As ações das duas empresas estão cotadas atualmente a uma pequena fração do valor de um ano atrás. Caíram bastante na última semana com o temor de que elas não tivesse capital suficiente para atravessar a pior crise imobiliária desde a Grande Depressão. Na última sexta-feira, as empresas disseram que suas finanças pareciam suficientes para resistir à crise, e alguns funcionários do governo fizeram declarações para restaurar a confiança nelas.   A corrosão abrupta dos valores das companhias, que financiam quase metade das casas americanas, aumentou o espectro de outra operação de salvamento, similar à da venda do banco de investimentos Bear Sterns.

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