Paulson elogia aprovação de pacote de resgate no Senado

'Isto envia um sinal positivo de que permanecemos prontos para proteger a economia', diz; Câmara vota até 6ª

Clarissa Mangueira e Hélio Barboza, da Agência Estado,

02 Outubro 2008 | 12h51

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, aplaudiu a decisão do Senado de aprovar um pacote reformulado de US$ 700 bilhões para ajudar o sistema financeiro. "Isto envia um sinal positivo de que permanecemos prontos para proteger a economia dos EUA garantindo que os americanos tenham acesso ao crédito necessário para a criação de empregos e a manutenção dos negócios", disse Paulson, o principal arquiteto do plano. "Eu faço um apelo para que a Câmara aja prontamente para aprovar o projeto." Veja também:Crise afetará neoliberalismo, dizem analistasEspecialistas dão dicas de como agir no meio da criseCrise muda cenário de empréstimos em bancos do PaísEntenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA  A votação do pacote incluiu os dois senadores que são candidatos à presidência, além do candidato a vice na chapa democrata, o também senador Joe Biden. Os três deixaram suas agendas de campanha apenas para comparecer à votação. Num discurso no plenário do Senado, o democrata Barack Obama convocou os que haviam se oposto ao plano para "assumir a responsabilidade" e aprovar a medida. "Está claro que é isto que devemos fazer agora para impedir que a crise se transforme em catástrofe", declarou.  A Câmara dos Representantes dos EUA deve realizar uma nova sessão e possivelmente votação sobre o pacote aprovado até esta sexta-feira. "Se houver um apoio majoritário e bipartidário à proposta do Senado, provavelmente traremos isso ao plenário na sexta-feira", afirmou, num comunicado, o líder da maioria na Câmara, o deputado democrata Steny Hoyer. Os líderes dos deputados estudavam ao longo desta quarta-feira várias alternativas regimentais, na esperança de reverter o placar da última segunda, quando o pacote foi rejeitado por 228 votos a 205. Os autores do projeto estavam otimistas quanto à possibilidade de mudar o voto dos deputados que se opuseram à versão original, graças ao acréscimo das mudanças tributárias. O presidente do Comitê Bancário do Senado, Christopher Dodd, que ajudou a liderar as negociações para a aprovação do pacote, disse que o resultado da votação foi "muito forte" e que estava surpreso com o placar favorável. Dodd se declarou "muito confiante" na aprovação da Câmara. O republicano John Shaddegg, um dos que votaram "não" ao plano na segunda-feira, demonstrava uma mudança de atitude. Numa entrevista à rede de tevê CNN, indagado se votaria a favor da proposta do Senado, Shaddegg declarou que está "se inclinando desta maneira".

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