Paulson vê crise extensa e diz que sairá em janeiro

Paulson disse que não planeja injetar dinheiro público nas empresas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac

Eduardo Magossi, da Agência Estado,

10 de agosto de 2008 | 13h43

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse em entrevista veiculada neste domingo, 10, pela rede NBC que a crise imobiliária que os Estados Unidos atravessam vai se estender por um período bem além do final deste ano.  Paulson disse também que não pretende ficar no cargo para ajudar o próximo presidente a lidar com a situação que deve pressionar a economia e sairá do Tesouro em 19 de janeiro. O secretário afirmou que novas regras e leis são necessárias para lidar com a complexidade das práticas modernas de investimento e que o atual sistema regulatório está ultrapassado. Paulson disse que não planeja injetar dinheiro público nas empresas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Apesar das perdas de US$ 2,3 bilhões divulgadas pela Fannie Mae no segundo trimestre de 2008, Paulson disse acreditar que não será necessário colocar dinheiro do governo nestas instituições. O secretário criou uma linha de crédito facilitada para as empresas hipotecárias porque, segundo ele, elas são responsáveis por quase 70% dos empréstimos imobiliários norte-americanos. Mas não acredita que as duas empresas precisarão acessar estas linhas. "Acho importante a existência deste colchão, se houver necessidade, mas não há planos para investir dinheiro nestas companhias", disse. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.