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Pausa no corte de juro pode estar próxima, diz ex-diretor do BC

"O Copom pode ter cautela, inspirado mais na volatilidade potencial do que no momento atual", afirmou Loyo

Cynthia Decloedt, da Agência Estado e Reuters,

23 de agosto de 2007 | 15h22

Mais do que a recente turbulência nos mercados, é a possibilidade de manutenção da volatilidade do câmbio que pode tornar o Banco Central mais cauteloso na condução da política monetária. A avaliação é do ex-diretor do BC Eduardo Loyo. Atual economista-chefe para América Latina do Banco UBS Pactual, Loyo evitou estimar os passos do Comitê de Política Monetária (Copom) a cada uma das próximas reuniões de 2007, mas avaliou que talvez esteja chegando o momento de fazer uma pausa nos cortes do juro básico."O Copom pode ter cautela, inspirado mais na volatilidade potencial do que no momento atual", afirmou Loyo durante o 3º Congresso de Derivativos da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Segundo ele, o que já ocorreu com a taxa de câmbio tem mais relevância sobre um período "bem mais curto do que aquele contra o qual o BC vem lutando".O economista ressaltou que, para os países emergentes, é importante saber em que medida a crise financeira afetará os preços das commodities (produtos com preços definidos no mercado internacional). E acima de tudo é importante que não se tenha uma visão genérica da prevista queda dos preços das commodities, acrescentou. Segundo eles, no caso brasileiro é relevante considerar o peso relativo destes produtos na carteira de importações e exportações para avaliar o verdadeiro peso da retração esperada dos preços das commodities na balança comercial e no balanço de conta corrente do país.Loyo também destacou, assim como vários palestrantes presentes ao evento, que a economia brasileira está melhor preparada para a crise, citando a eliminação de fatores que deixaram o país vulnerável anteriormente. Ele citou, entre vários outros fatores, a melhora dos fundamentos na área externa e fim da exposição da dívida interna ao câmbio, o que faz toda a diferença para o país em momentos em que a confiança global diminuiu, como neste momento.

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