Centrais vão incluir o 'Fora Temer' na pauta da greve geral de sexta-feira

No manifesto do dia 30, batizado de 'Dia Nacional de Greve, Mobilizações e Paralizações', está previsto trancamento de ruas e rodovias nas principais cidades brasileiras

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2017 | 13h55

Organizadoras dos principais atos de rua contra o presidente Michel Temer, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que congregam entidades ligadas aos movimentos sociais e centrais sindicais, vão incluir o mote de 'Fora Temer" à pauta da greve geral, convocada para acontecer na próxima sexta-feira, 30. As centrais também vão manter o "Diretas Já" e o "não às reformas" trabalhista e previdenciária em tramitação no Congresso como outros dois destaques para a mobilização. 

No manifesto batizado de Dia Nacional de Greve, Mobilizações e Paralizações estão previstos atos como o trancamento de ruas e rodovias importantes nas principais cidades brasileiras. Os organizadores não revelam os locais das ações nem a expectativa de público. 

Em São Paulo está sendo organizado um ato na Avenida Paulista, com concentração marcada para as 16h. Os manifestantes pretendem caminhar em marcha da Paulista até a prefeitura de São Paulo, no Centro.  

O advogado Raimundo Bonfim, um dos coordenadores nacionais da Frente Brasil Popular, disse que a marcha até a prefeitura de São Paulo é um protesto contra o programa de privatizações e a postura de "criminalização" dos moradores do Centro da cidade. "Já que o prefeito João Doria quer entrar na pauta nacional, vamos colocá-lo no centro das mobilizações de oposição", disse. 

++ Adesão à greve deve ser maior em SP, Rio e DF

Para o coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e da frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, apresentada nesta semana pela Procuradoria Geral da República, reforça a necessidade de novas mobilizações de rua. 

"A denúncia do Ministério Público Federal deixa claro a incapacidade deste governo de continuar. Não se trata apenas de uma denúncia, mas de provas consistentes de crimes flagrantes. Isso reforça a retomada das ruas no Brasil inteiro para a derrubada desse governo e derrota de sua agenda política", disse.  

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