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Pavor com crise nos EUA cede e Bovespa beira teto do ano

O tombo menor do que o esperado da economia norte-americana no final de 2008 estendeu o bom humor dos investidores da Bovespa que, ancorada em Wall Street, fechou a quinta-feira perto do maior nível no ano.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

26 de março de 2009 | 18h33

Com um avanço de 1,89 por cento, o Ibovespa cravou a sexta alta em oito sessões para chegar aos 42.588 pontos, pouco abaixo do pico alcançado em 6 de fevereiro.

O movimento financeiro da sessão, no entanto, foi de apenas 3,86 bilhões de reais, o menor da semana.

Ainda entusiasmado com a bateria de pacotes do governo dos Estados Unidos para tentar reanimar a economia abalada pela crise, o investidor gostou de saber que o PIB do país caiu "apenas" 6,3 por cento no quarto trimestre do ano passado e não 6,5 por cento como previa a média dos economistas.

Quase simultaneamente, a gigante de varejo dos EUA Best Buy reportou resultados acima das expectativas, dando ainda mais força à leitura do que o pior da crise ficou para trás.

"Tem alguns investidores aproveitando a onda de notícias positivas para dar uma puxada nos preços das ações", disse Hamilton Moreira, analista sênior do BB Investimentos.

Segundo o profissional, uma das evidências de melhora do panorama é a volta de recursos externos para a Bovespa, dinheiro que começa a se espalhar para as ações de empresas de menor liquidez, chamadas de segunda linha. Nos primeiros 23 dias de março, os não-residentes injetaram 1,74 bilhão de reais, segundo números da bolsa.

Ele alertou, porém, que a diminuição do volume de negócios pode ser um indício de que este rali está perto do fim.

Pelo sim, pelo não, os investidores viram o otimismo de Wall Street se esparramar para o mercado de commodities e, na Bovespa, foi à caça de ações ligadas a metais. Pelo terceiro dia seguido, Gerdau encabeçou a tendência, subindo 7,4 por cento, para 13,70 reais.

Logo atrás, Usiminas ganhou 6,9 por cento, a 29,73 reais. A blue chip Vale evoluiu 2,2 por cento, a 28,30 reais.

Outro destaque da sessão foi Embraer, disparando 8 por cento, a 8,12 reais. A fabricante de aeronaves divulga nesta noite seus resultados do quarto trimestre de 2008.

Ações de bancos e de empresas ligadas à construção civil agregaram pontos positivos para o Ibovespa.

Com o pano de fundo externo positivo, o investidor deu de ombros para o noticiário doméstico menos animador, como o anúncio de desaceleração no crédito e aumento da inadimplência e do desemprego em fevereiro.

No mês, o Ibovespa acumula alta de 11,5 por cento.

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