Márcio Fernandes|Estadão
Márcio Fernandes|Estadão

PDG nega que tenha tomado decisão sobre pedido de recuperação judicial

Companhia diz que ainda estuda alternativas para otimizar e fortalecer sua reestrutura financeira

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2016 | 17h46

SÃO PAULO - A incorporadora PDG Realty negou que tenha tomado qualquer decisão de pedir recuperação judicial. A negativa consta em comunicado divulgado há pouco pela companhia, em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que cita notícia publicada hoje, no jornal o Estado de S. Paulo, informando que a PDG deverá recorrer à recuperação judicial até o fim do ano.

"Ao contrário do disposto na notícia, a companhia esclarece que não há qualquer decisão tomada sobre o ajuizamento de um pedido de recuperação judicial, assim como não houve, por parte de seus representantes, qualquer interação com instituições financeiras a este respeito", afirma a PDG em comunicado.

A incorporadora afirma que continua estudando, em parceria com assessores financeiros, um conjunto de alternativas para otimizar e fortalecer sua estrutura de capital e sua reestruturação financeira.

"Até que novos fatos relevantes ou comunicados oficiais sejam publicados, qualquer divulgação acerca da reestruturação de dívidas pela mídia ou por qualquer outro meio deve ser havida como especulação, e os acionistas e o mercado em geral devem se pautar tão somente pelas publicações oficiais realizadas pela companhia", ressalta a PDG.

Em agosto, a incorporadora comunicou que concluiu a renegociação de aproximadamente R$ 4,0 bilhões de dívidas com seus cinco principais credores. Esse valor corresponde a 74% da dívida bruta da companhia atualizada até o fim de junho.

Segundo o comunicado do mês passado, a PDG terminou a renegociação da totalidade da dívida corporativa de R$ 2,9 bilhões contraída junto aos bancos Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Votorantim. A PDG também comunicou ter obtido êxito no acordo dos contratos de financiamento à produção vinculados ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH) no valor de R$ 1,1 bilhão - esta renegociação estava concluída e sujeita a formalização. 

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