EFE/Beto Barata
EFE/Beto Barata

PEC do Teto terá campanha publicitária

Peças vão comparar orçamento do governo com o de uma família e serão veiculadas com maior frequência entres os dias 11 e 24 de outubro

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2016 | 22h33

BRASÍLIA - O governo pretende iniciar na semana que vem a veiculação de propagandas relacionadas à PEC que cria um teto dos gastos do governo. Na próxima segunda-feira, a equipe de comunicação fará uma última reunião para aprovar as peças publicitárias e fechar o cronograma.

A ideia é que a propaganda oficial seja veiculada com mais intensidade entre os dias 11 e 24 de outubro, período em que a proposta deve ser discutida no Congresso, segundo acordo feito pelo presidente Michel Temer e parlamentares da base aliada.

A peça publicitária terá como mote principal a necessidade de o governo ajustar as contas fazendo a comparação com o orçamento de uma família que precisa economizar. A ex-presidente Dilma Rousseff usou esse mesmo discurso quando tentou aprovar algumas medidas econômicas no início de seu segundo mandato.

De acordo com um dos envolvidos na criação da campanha, a peça falará que a aprovação da PEC tem importância similar à quitação de uma dívida por quem está pendurado com o pagamento de juros. “Não tem jeito, é preciso adotar medidas para conter os gastos. O objetivo é explicar isso com uma linguagem simples para que as pessoas compreendam a realidade fiscal do país.”

A criação da campanha é coordenada pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) com as três agências de publicidade contratadas pelo governo: Propeg, NovaSB e Leo Burnett. Não foi informado ainda o custo da iniciativa, mas não haverá artistas famosos justamente para manter uma linha coerente à de contenção de gastos.

Temer não fará pronunciamento direto à sociedade. Segundo a Secom, por se tratar de uma campanha institucional, é vetado que o governante apareça nas peças publicitárias.

Vermelho. Estudou-se o uso do slogan “Tirar o País do vermelho”, mas a ideia foi rechaçada por integrantes do grupo de comunicação. Segundo uma fonte, apesar de ser uma expressão popular, a conotação política que a frase teria, com associação ao PT, causaria um efeito negativo, já que manteria um racha entre a sociedade.

O slogan ainda será fechado na reunião de segunda-feira, mas a ideia é que ele seja baseado no conceito de “responsabilidade” com as contas.

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