finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Pecuária ainda tem potencial de crescimento

Brasil precisa abrir mercado e investir em tecnologia e qualidade do produto

Daniel Petrillo, Especial para o Estado

20 de setembro de 2014 | 16h40

SÃO PAULO - Maior exportador de carne bovina do mundo, o Brasil comercializou US$ 6,6 bilhões em 2013. A expectativa é que em 2014 as vendas para o mercado internacional cresçam 20% em comparação com o ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne Bovina (ABIEC).

Mesmo com a forte exportação, o mercado interno não estacionou. “Somos o segundo maior consumidor de carne do mundo”, diz Rui Machado, chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste. Ainda há espaço para crescer, com investimentos em recuperação de pastagens, controle sanitário e melhoramento genético.

Segundo projeções do Ministério da Agricultura, até 2020 a expectativa é que a produção nacional de carne suprirá 44,5% do mercado mundial. “Só consegue atingir essa meta quem produz qualidade com preços competitivos”, diz João Antônio Fagundes Salomão, coordenador-geral para Pecuária e Culturas Permanentes da Secretaria de Política Agrícola.

Suínos. “Existem grandes mercados em que somos incipientes. No ano passado, tivemos os primeiros embarques de carne suína para o Japão, grande importador mundial”, diz Salomão. Para Rui Machado, “é através da eficiência da produção que aumentaremos o mercado sem necessariamente ampliar o rebanho”.

O Brasil tenta ganhar a confiança dos consumidores por meio de rastreamento. O processo permite conhecer a “vida pregressa” dos produtos desde a origem das matérias primas utilizadas na produção até a sua distribuição.

O Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Búfalos (Sisbov), criado e gerido pelo Ministério da Agricultura, registra e controla as propriedades rurais que voluntariamente optaram por vender carne a mercados que exigem rastreabilidade. A avaliação técnica dos registros pode, em diversos casos, levar à aplicação de medidas preventivas, como o recolhimento da produção exposta à venda, antes que cause algum impacto à saúde pública.

Tudo o que sabemos sobre:
foruns estadao brasil 2018

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.