Pecuária continua forte em MG, diz secretário

A suspensão temporária das exportações de carne in natura brasileira para a União Européia (UE) não deverá atrapalhar o desempenho do setor pecuário em Minas Gerais, na avaliação do secretário de Estado da Agricultura, Gilman Viana Rodrigues. Segundo ele, os preços do boi gordo continuam firmes nas principais áreas produtoras, em decorrência do abate de matrizes no passado. Com a queda da oferta e a demanda firme em outros mercados consumidores que não apenas o europeu, as perspectivas são de manutenção do ritmo de crescimento do setor pecuário no Estado. "A suspensão temporária das importações pelos europeus não gerou frustração no setor", disse.O segmento da pecuária foi o principal responsável pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio mineiro em 2007, um fato inédito, segundo dados apresentados hoje pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faemg). O cálculo da metodologia foi desenvolvido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.No ano passado, o PIB do agronegócio mineiro fechou em R$ 70,25 bilhões, aumento de 8,7% em relação a 2006. Deste total, 52% foram relativos às lavouras e 48% à pecuária. Entre 2001 e 2007, o PIB cresceu 5,96%, em média, ao ano. Em 2007 o agronegócio da pecuária cresceu 21,81%, puxado pela produção primária de leite e carne bovina (+23,96%) que obtiveram preços melhores. Em contrapartida, o setor agrícola caiu 1,9% e apresentou uma retração também na produção primária (dentro da porteira), de 3,64%. O desempenho negativo foi influenciado pela queda no faturamento das cadeias de café e cana-de-açúcar.

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