Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Pedaços do paraíso perto de São Paulo

Novos condomínios e loteamentos de alto padrão adotam luxo e tecnologia de ponta 

Jennifer Gonzales, de O Estado de S.Paulo,

21 de fevereiro de 2011 | 10h28

Nem a distância nem os congestionamentos para entrar e sair da capital parecem afetar o sonho de segurança e qualidade de vida de muitos paulistanos com elevado poder aquisitivo: os condomínios horizontais e loteamentos fechados continuam avançando em direção ao interior. Embora alegue não ter números sobre lançamentos desses empreendimentos, o vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, afirma que a expansão dos loteamentos e condomínios quase esgotou as áreas disponíveis em um raio de 100 quilômetros no entorno de São Paulo.

"A maior demanda é das classes A e B", afirma Amary. Algumas das cidades onde há novos projetos são Valinhos, Vinhedo, Marechal Andrade, Paulínia, Louveira, Itu e Itupeva. Para esse público, os empreendimentos e áreas fechadas para construção de casas oferecem lazer com direito a campos de golfe e centros de equitação, além de sistemas tecnológicos como rede de fibra ótica.

Em Itu, a 78 quilômetros de São Paulo, o loteamento fechado Terras de São José II, do grupo Senpar, possui, entre outros, 20 quadras de tênis, cinco campos de futebol e campo de golfe oficial (com 18 buracos). Os valores do metro quadrado do terreno vão de R$ 250 a R$ 300.

"Além da fiação subterrânea, que deixa a paisagem mais segura e bonita, instalamos uma rede de fibra ótica que fornece internet de altíssima velocidade e transmissão de imagens e voz para equipamentos de segurança", informa o diretor do Grupo Senpar, Cesar Federmann.

Segurança. O comerciante Fabio Campos, de 42 anos, morava com a família em uma casa no Jardim Europa, na zona sul de São Paulo, até seis meses atrás, quando se mudaram para uma casa recém-construída no loteamento. "Tinha vontade de dar mais liberdade aos meus filhos", diz Campos. "Antes, eles nunca podiam brincar na rua. Agora, têm a oportunidade de viver o que vivi quando fui criança", disse o empresário, enquanto jogava golfe na tarde de sexta-feira.

Segundo o diretor do Senpar, a maioria dos compradores é da capital e, destes, mais de 50% passaram a morar no local. São 1.152 lotes com área de 2,5 mil m² cada, em uma área total de 4,5 milhões de m².

Embora com menor área (1,5 milhão de m²), o loteamento Fazenda Alvorada, da incorporadora Pentágono e situado em Porto Feliz, a 104 quilômetros da capital, tem infraestrutura com heliponto próximo à portaria e fiação elétrica subterrânea. "São poucos os condomínios, mesmo os novos, que dispõem dessa rede, pois ainda é muito caro. Dos loteamentos lançados, no máximo 10% possuem este tipo de fiação", afirma o diretor da Apoena Imóveis, Alexandre Cardoso, que comercializa os lotes.

Mesmo quando os projetos imobiliários no campo não são destinados à moradia, empresas como o grupo JHSF vêm introduzindo elementos de alto luxo. Em parceria com o Hotel Fasano, do empresário Rogério Fasano, o JHSF lançou, no fim de 2009, o Fazenda Boa Vista, antiga propriedade rural a 100 quilômetros de São Paulo, para a venda de lotes e projetos arquitetônicos com a assinatura de profissionais como Isay Weinfeld e Marcio Kogan.

"O cliente pode comprar não só o terreno, mas também um projeto, ou então adquirir uma das 54 casas prontas e fabricadas no mesmo padrão e modelo", diz o diretor de incorporação da JHSF, Rogério Lacerda. Com área privativa de 350 m² a 470 m², as casas valem entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Cada lote tem de 320 m² a 440 m², e a área total possui 10 milhões de m². Além das casas de campo, o empreendimento contará com o Hotel Fasano, projetado por Isay Weinfeld, que será concluído no primeiro semestre.

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