Pedágio na Régis e Fernão Dias começa em setembro

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da concessionária de rodovias OHL Brasil, Francisco Leonardo Moura da Costa, afirmou hoje que a empresa deve começar a operar as cinco rodovias federais arrematadas pela companhia, em leilão realizado no ano passado, em setembro deste ano. O início da cobrança de pedágio nos mesmos trechos também está previsto para o mês de setembro. Segundo Moura da Costa, as obras nas estradas começaram em 15 de fevereiro e o prazo para a construção das praças de pedágio é de seis meses a partir desta data. Na Régis serão construídas seis praças de pedágio, e na Fernão Dias, oito. A espanhola OHL Brasil arrematou cinco editais disputados no leilão, que somam 2.078 quilômetros. Além da Fernão Dias e da Regis Bittencourt, a companhia também ficou com o trecho que abrange as rodovias BR-101, BR-116 e BR-376 entre Curitiba e Florianópolis, e com o lote da BR-101, da ponte Rio-Niterói à divisa do Rio com Espírito Santo. A empresa arrematou, ainda, o trecho da BR-116 entre Curitiba e a divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.O executivo descartou, pelo menos por enquanto, a divulgação mensal do volume de tráfego após o início das operações nas rodovias federais. "Essa possibilidade está sendo estudada, mas não vemos benefício na divulgação mensal. Não auxiliaria na análise. Pelo contrário, pode até confundir", disse.No primeiro ano de concessão, que vai de fevereiro de 2008 ao fevereiro de 2009, a OHL pretende investir R$ 776 milhões nas rodovias federais. De acordo com Moura da Costa, as despesas com as obras iniciais de recuperação das rodovias estão em linha com o estimado pela empresa na apresentação de sua proposta pela concessão dos trechos. Segundo ele, a OHL ainda não está sentindo uma pressão nos custos. "É evidente que a proposta levou em consideração os preços do ano passado, mas, ao aplicarmos as tarifas de pedágio, elas também sofrerão reajuste do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Uma coisa equilibra a outra", disse.

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