Pedágios ficam até 26% mais caros a partir de 1º de julho

As praças nas rodovias do Estado de SP têm aumento anunciado de 4,39%, mas por conta da fórmula de reajuste, os preços ficarão bem mais salgados

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 16h17

O motorista que trafega pelas estradas do Estado de São Paulo terá de desembolsar até 26,31% a mais nos preços dos pedágios a partir de 1º de julho. Esse é o porcentual de aumento da praça de São Roque, na Rodovia Raposo Tavares, que passará dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,80. O pedágio mais caro do Estado, o do complexo Anchieta-Imigrantes no sentido São Paulo-Litoral, subirá de 14,60 para 15,40, uma alta de 5,5%.A Artesp, agência que administra as rodovias pedagiadas, havia divulgado que o aumento seria de 4,39%, mas com possíveis variações em função de uma fórmula para os reajustes.Por conta disso, o motorista vai sentir um impacto real no seu bolso maior do que o do índice oficial. Outro exemplo: quem trafegar pela Rodovia Ermênio de Oliveira Penteado, na região de Indaiatuba vai pagar 16,92% a mais do que o valor cobrado atualmente (o pedágio passa de R$ 6,50 para R$ 7,60). Nesse caso, o aumento foi justificado pela incorporação de 7,9 quilômetros a mais ao trecho sob concessão, correspondente à conclusão de obras na região de Itu.Mas algumas praças mantiveram o mesmo preço, caso da Rodovia Imigrantes, praças de Diadema e Batistini. Já na praça de São Simão, na Anhangüera, a tarifa passará de R$ 8,10 para duas de R$ 4,20 também a partir de 1º de julho. Nesse caso, a praça foi dividida com uma nova - a de Santa Rita do Passa Quatro, localizada no km 253. Na prática, quem fizer o trajeto de São Simão-Ribeirão Preto ou Santa Rita-São Simão paga R$ 4,20. Mas, quem utilizar o trecho Santa Rita-Ribeirão Preto vai gastar R$ 8,40, ou seja, 3,7% acima do que se gasta hoje.Nas principais rodovias, como a Anhangüera-Bandeirantes e a Anchieta-Imigrantes, administradas pela Autoban e Ecovias, respectivamente, a mudança no valor praticado não foge tanto do índice aplicado sobre a tarifa quilométrica dos pedágios (4,39%) e o aumento sobre o preço praticado atualmente fica entre 2,94% a 6%.O cálculo para o reajuste da tarifa do pedágio é feito respeitando uma fórmula que está disponível no site da Artesp. Mas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa de do Consumidor (Idec), a forma como a cobrança do pedágio é feita não é acessível para o consumidor e causa dúvidas entre o aumento anunciado e o praticado. ´É dever da concessionária informar e esclarecer´, explica o coordenador jurídico Paulo Pacini.

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