Pedido de área livre de aftosa para SC será apresentado em fevereiro

O governo de Santa Catarina e o Ministério da Agricultura definiram nesta terça-feira um cronograma para conclusão dos trabalhos técnicos que permitirão ao Brasil encaminhar pedido à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para que o rebanho do Estado seja reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação. De acordo com o governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB), o resultado dos trabalhos técnicos que serão feitos pelo Estado e pelo governo federal será encaminhado à OIE em 19 de fevereiro de 2007. A OIE reúne-se no dia 25 de maio do próximo ano, quando os pedidos apresentados pelos países que integram a organização serão avaliados. Moreira e técnicos catarinenses reuniram-se nesta terça com o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.O governador estimou que será preciso analisar seis mil amostras de material que será colhido de animais criados em fazendas catarinenses. A coleta e a análise fazem parte do trabalho técnico que fundamentará o pedido que deverá ser encaminhado à OIE. A primeira reunião técnica entre técnicos do ministério e do governo estadual será realizada entre os dias 23 a 27 de outubro, em Brasília. Visitas prévias às fazendas selecionadas acontecerão entre os dias 26 de novembro e 8 de dezembro. As amostras serão colhidas entre 11 e 22 de dezembro e as análises laboratoriais serão concluídas até 10 de janeiro de 2007. No dia 15 de janeiros, os técnicos receberão o resultado das análises laboratoriais. "Se houver necessidade de nova coleta e investigação complementar, ela será feita até 31 de janeiro", disse Moreira. Se for reconhecido pela OIE como área livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina será o único Estado do País a receber esse classificação. O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Nelmon Oliveira da Costa, afirmou que o pedido para que a OIE reconheça Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação pode ser "defensável". Ele disse que a defesa depende dos argumentos técnicos referentes à sorologia que será feita no Estado. O diretor contou, no entanto, que a OIE tem cobrado do Brasil reforço nas ações de defesa para evitar que novos focos de febre aftosa sejam diagnosticados no País. No ano passado, foram confirmados casos da doença no Paraná e no Mato Grosso do Sul. "A OIE sinalizou que seria melhor resolver primeiro a situação das áreas que ainda têm restrições sanitárias", comentou. Por causa da aftosa, pecuaristas de algumas regiões dos dois Estados não podem comercializar animais vivos e carne para outros Estados.RússiaSegundo Moreira, o ministro da Agricultura afirmou que o embargo da Rússia à carne produzida em Santa Catarina é "inexplicável". "Nem o próprio ministro consegue entender os critérios adotados pelo governo da Rússia", resumiu o governador. Santa Catarina é o Estado que tem a melhor condição sanitária do País, mas desde outubro do ano passado a Rússia suspendeu as compras do estado por conta dos casos de aftosa no vizinho Paraná. Moreira estimou que o manutenção do embargo da Rússia à carne produzida em Santa Catarina causa prejuízo de US$ 1 milhão por mês.Matéria alterada às 18h26 para acréscimo de informações

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