Pedido de auxílio-desemprego nos EUA é maior em 26 anos

Número de trabalhadores que entraram com pedidos subiu 30 mil na semana passada, para 586 mil

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

24 Dezembro 2008 | 11h46

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram com pedido de auxílio-desemprego superou em cinco vezes o esperado na semana passada e atingiu o maior patamar em 26 anos. Segundo o Departamento do Trabalho, os pedidos feitos na semana encerrada em 20 de dezembro subiram 30 mil em relação a semana anterior, para o nível sazonalmente ajustado de 586 mil. Economistas esperavam aumento de 6 mil nos pedidos. O Departamento revisou os números da semana anterior para 556 mil, de 554 mil.  Veja também:Encomendas de bens duráveis voltam a cair nos EUA em novembro Pedidos de hipotecas nos EUA atingem maior nível em 5 anosDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  A média de pedidos em quatro semanas, que normalmente minimiza a volatilidade dos números semanais, também estabeleceu nova máxima em 26 anos, subindo 13.750 para 558 mil. O volume de pedidos feitos há mais de uma semana caiu 17 mil para 4,370 milhões. A taxa de desemprego entre trabalhadores que recebem o benefício permaneceu inalterada em 3,3%.  Renda e gastos com consumo A renda pessoal nos EUA caiu 0,2% em novembro, após aumento revisado de 0,1% em outubro. Os gastos com consumo recuaram 0,6% em novembro, em dado sazonalmente ajustado, após declínio de 1% no mês anterior. Originalmente, o departamento estimava aumento de 0,3% na renda em outubro. A poupança pessoal como porcentual da renda disponível foi de 2,8% em novembro, ante 2,4% em outubro. A renda pessoal disponível - receita após tributos - caiu 0,1% em novembro, após aumento de 0,2% no mês anterior. Preços O índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE), uma medida de inflação, caiu 1,1% em novembro nos EUA, em relação a outubro, quando recuou 0,5%. O núcleo do índice ficou estável pelo segundo mês seguido na comparação com o mês anterior. Em relação a novembro do ano passado, o índice PCE avançou 1,4% em novembro e o núcleo subiu 1,9%. Em outubro, o índice cheio subiu 3,2%, em base anual, e o núcleo avançou 2%. O Federal Reserve (Fed, banco central americano) observa a variação anual do núcleo do índice PCE como indicador da tendência dos preços no país. O Fed considera que oscilações entre 1,5% e 2% são consistentes com o objetivo de manutenção da estabilidade dos preços.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.