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Pedidos à indústria caem 22% na Europa

Resultado reforça pressão para que BCE reduza mais a taxa de juros

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

25 de fevereiro de 2009 | 00h00

As contas da União Europeia estão no vermelho. Dados oficiais mostram que o déficit na balança de pagamentos é de 63,2 bilhões. Num claro termômetro da crise, os pedidos industriais na zona do euro ainda sofrem queda de mais de 22% em 2008. Nos 27 países da União Europeia, a queda foi de 23,3%. Na Alemanha, chega a 27%. Segundo os dados oficiais da Comissão Europeia, os pedidos industriais no continente sofreram redução de 5,2% em dezembro. Para analistas, os números demonstram que a crise é profunda. Novembro registrou a maior queda já identificada, com redução de 27,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Máquinas, equipamentos e carros estão entre os principais setores afetados. Na Alemanha, a estimativa é que a crise no setor automotivo poderá causar redução de 1% no PIB. O mercado espera que os números dos pedidos industriais reforcem a pressão para que o Banco Central Europeu promova novo corte de taxas de juros, hoje em 2%. Na maior economia da Europa, a Alemanha, os pedidos sofreram queda de 9% em dezembro e de mais de 27% ao longo de 2008. Na França, a redução foi de 20,6% em um ano. No setor de transportes, a queda foi de 35,1%, incluindo veículos, barcos, trens e aviões. O segmento de máquinas e equipamentos sofreu uma redução de 25,8%. Em um ano, metais e minerais caíram 26,3%. Quanto ao déficit, os números apresentam uma realidade diferente da que o bloco registrou em 2007, quando o superávit foi de 36,3 bilhões. Segundo o Banco Central Europeu, 2008 registrou um buraco expressivo de 63,2 bilhões. Apenas no mês de dezembro, o déficit chegou a 7,3 bilhões, contra 13,9 bilhões em novembro.INSEGURANÇA A confiança do empresário na Alemanha atingiu nova mínima recorde em fevereiro, caindo de 83.0 em janeiro para 82.0. A queda, registrada em pesquisa feita com sete mil empresas pelo Ifo e divulgada ontem, indica o aprofundamento da recessão. É o menor índice desde o início da série, em 1991. Com isso, os contratos futuros dos títulos de dez anos da Alemanha avançaram marginalmente, com os contratos para março em alta de 0,43%, a 125,84, de 125,78. "O contínuo declínio do índice sugere que o PIB irá cair rapidamente no início deste ano", disse a economista Jennifer McKeown, da Capital Economics. Já os economistas do setor privado acreditam que o PIB alemão irá contrair de 2% a 3% este ano.

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