Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA

O número de desempregados norte-americanos pedindo benefícios ao Estado caiu na semana passada, com o mercado de trabalho melhorando gradualmente. A inflação no atacado dos Estados Unidos subiu mas continuou controlada, apesar da alta nos preços de alimentos no mês passado.

LUCIA MUTIKANI, REUTERS

22 de abril de 2010 | 14h39

Outros dados mostraram que as vendas de moradias usadas no país cresceram 6,8 por cento, para uma taxa anual de 5,35 milhões de unidades em março, com os norte-americanos se apressando para aproveitar o crédito tributário para compradores de imóveis, disse a Associação Nacional de Corretoras.

Analistas disseram que os dados desta quinta-feira apontam para uma recuperação econômica moderada, com o Federal Reserve renovando a promessa de manter os juros excepcionalmente baixos por um período prolongado na reunião da semana que vem.

"A inflação ainda não é uma questão com que o Fed esteja preocupado e o mercado de trabalho está se recuperando lentamente, o que é um suporte para que o crescimento econômico moderado seja sustentado", disse Stuart Hoffman, economista-chefe da PNC Financial Services, em Pittsburgh.

O número de trabalhadores norte-americanos pedindo auxílio-desemprego ao governo caiu 24 mil, para 456 mil com ajustes sazonais, disse o Departamento do Trabalho norte-americano nesta quinta-feira, retomando a tendência de queda interrompida pelo feriado da Páscoa. O mercado esperava que os pedidos caíssem para 455 mil.

Os dados cobrem o período pesquisado para o importante relatório do governo sobre o emprego em abril, que será divulgado no dia 7 de maio.

ALIMENTOS IMPULSIONAM INFLAÇÃO NO ATACADO

Em outro relatório, o Departamento do Trabalho disse que os preços no atacado dos EUA subiram 0,7 por cento, após uma queda de 0,6 por cento em fevereiro, devido à forte alta nos preços de alimentos e gasolina.

Os mercados esperavam uma alta de 0,4 por cento nos preços do atacado.

Segundo o Departamento, 70 por cento do aumento nos preços em março se deve à alta de 2,4 por cento nos alimentos, a maior desde janeiro de 1984. Os preços de gasolina subiram 2,1 por cento, de uma queda de 7,4 por cento em fevereiro.

Ainda assim, as pressões inflacionárias continuam benignas. Excluindo-se os voláteis preços de alimentos e energia, o núcleo dos preços no atacado subiu 0,1 por cento em março, depois de ter alta semelhante em fevereiro.

Dados do governo norte-americano mostraram na semana passada que os preços ao consumidor subiram pouco em março. A combinação de pressões inflacionárias benignas e a ociosidade de recursos na economia apoiam o compromisso do banco central dos EUA a manter taxas de juros baixas.

VENDAS DE MORADIAS USADAS CRESCEM

Apesar do aumento nas vendas de moradias usadas no país, a atividade continuou severamente menor que os níveis anteriores à recessão no setor imobiliário. A alta taxa de vacância está restringindo os aluguéis, ajudando a limitar a inflação.

"Nós estamos reforçando o caso de que nós estamos tendo uma recuperação gradual no setor imobiliário. Apesar disso, o entusiasmo será ponderado pela perspectiva de mais execuções de hipotecas à frente", disse Jim Awad, diretor-gerente da Zephyr Management, em Nova York.

(Reportagem adicional de Pedro da Costa em Washington e Lynn Adler em Nova York)

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