Pedidos de auxílio-desemprego disparam nos EUA

O número de trabalhadores que fezpedido pela primeira vez de auxílio-desemprego nos EUA saltouem 22 mil na semana passada, parcialmente devido a uma greve demetalúrgicos de montadoras. Enquanto isso, o número de pessoasque se manteve sob o benefício cresceu para o maior nível emtrês anos e meio. Os pedidos iniciais de auxílio desemprego cresceram para378 mil, mostraram dados do governo nesta quinta-feira, masparte do aumento maior que o esperado pode ter sido causado pordispensas ocorridas durante uma greve na indústria automotiva. Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidosaumentariam para 360 mil na semana encerrada em 15 de março,comparado com um dado revisado da semana anterior de 356 mil. Um representante do departamento de Trabalho informou queuma greve promovida pela central United Auto Workers naAmerican Axle & Manufacturing Holdings impulsionou o número depedidos feitos na semana passada. Entretanto, ele não podedizer o grau de influência do episódio no índice. "Estamos tendo problemas em conseguir números precisos dosEstados", disse o representante. Grevistas não recebem seguro desemprego. Mas a ação dostrabalhadores que durou três semanas fechou várias fábricas deveículos nos Estados Unidos, afetando 40 mil metalúrgicos. Muitos desses trabalhadores serão considerados como semtrabalho não por culpa própria e por isso pode fazer pedidos deauxílio desemprego. A média quadrissemanal dos pedidos, considerada uma medidamais precisa das tendências sobre emprego, subiu para 365.250,nível mais alto desde outubro de 2005, quando da época dodevastador furacão Katrina. Além disso, o número de trabalhadores que continuouusufruindo do auxílio aumentou em 32 mil para 2,865 milhões nasemana encerrada em 8 de março, a semana mais recente com essesdados disponíveis. Esse nível representa a mais alta leituradesde agosto de 2004. Economistas tinham previsto que os chamados pedidoscontínuos somariam 2,85 milhões. (Por Alister Bull)

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