Pedidos de auxílio-desemprego no menor nível da era Bush

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram com pedido de auxílio-desemprego pela primeira vez caiu ao menor nível em 34 meses, contrariando expectativa de elevação dos analistas. Segundo o Departamento do Comércio, os pedidos caíram 11 mil na semana concluída em 22 de novembro, para 351 mil, menor patamar da administração de George W. Bush. Economistas esperavam alta de 2 mil pedidos na semana passada, para 357 mil. Os pedidos estão pela oitava semana consecutiva abaixo do importante patamar de 400 mil, indicando reativação do mercado de trabalho. Variações acima desse nível são interpretadas como sinal de estreitamento na oferta de emprego. A média de pedidos em quatro semanas, que exclui distorções semanais, caiu ao menor nível em 33 meses, a 358,750 mil pedidos. O número de trabalhadores recebendo o benefício há mais de uma semana caiu em 105 mil na semana concluída em 15 de novembro, para 3,368 milhões, menor nível em nove meses. A taxa de desemprego para trabalhadores recebendo o benefício manteve-se inalterada, em 2,7%. Renda pessoal e gastos com consumoA renda pessoal dos norte-americanos cresceu em outubro, mas mesmo assim eles não alteraram seus hábitos de gastos. Levantamento do Departamento do Comércio mostrou crescimento de 0,4% da renda, o que representou o maior aumento em um mês desde junho, após uma alta de 0,3% em setembro. No entanto, a renda maior não se traduziu em gastos mais amplos, já que estes ficaram inalterados, após terem caído 0,3% no mês anterior. Os dados confirmaram os prognóstico consensual traçado pelos 20 analistas consultados pela Dow Jones Newswires-CNBC. A renda pessoal disponível do norte-americano - que considera a renda após o pagamento de impostos - subiu 0,4% em outubro, após uma queda de 1% em setembro. O dado é um indicador sobre os gastos domésticos no quarto trimestre, período de outubro a dezembro, que vai medir o movimento da temporada de compras de Natal. O consumo responde por dois terços da economia norte-americana, que cresceu 8,2% no terceiro trimestre, segundo dados divulgados ontem. A expectativa é que a economia continue crescendo, mas em um ritmo menos tórrido. As informações são da Dow Jones.

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