Pedidos de auxílio-desemprego sobem 51 mil nos EUA

Já o índice de atividade nacional melhorou para 0,03 em dezembro, acabando com uma série de seis meses de índice negativo sobre a economia dos EUA

Washington,

27 de janeiro de 2011 | 12h17

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu inesperadamente na semana passada, mas os dados foram provavelmente distorcidos pelo mau tempo.

O número de pedidos avançou 51 mil na semana até 22 de janeiro, para 454 mil - o maior patamar desde outubro de 2010, após ajustes sazonais, informou o Departamento de Trabalho dos EUA. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam alta de mil solicitações, para 405 mil.

Os números da semana anterior foram revisados para 403 mil, de 404 mil pedidos.

Um analista do Departamento de Trabalho dos EUA disse que fatores sazonais, particularmente o mau tempo, distorceram provavelmente os números. Os Estados do Alabama, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul reportaram um aumento dos pedidos maior do que esperado por causa da neve, segundo o analista.

Segundo ele, a neve pode levar a um maior número de solicitações de auxílio-desemprego porque as escolas estão fechadas, os caminhões de entrega não conseguem rodar e a construção é interrompida.

A média móvel de pedidos feitos em quatro semanas - calculada para suavizar a volatilidade do dado - subiu 15.750 na semana encerrada em 22 de janeiro, para 428.750.

Na semana encerrada em 15 de janeiro, o número total de norte-americanos que recebiam auxílio-desemprego subiu 94 mil, para 3,991 milhões, em relação à semana anterior.

A taxa de desemprego para trabalhadores com seguro-desemprego foi de 3,2% na semana até 15 de janeiro, um aumento de 0,1 ponto porcentual em relação a taxa da semana anterior.

Nos EUA, as regras para distribuição do auxílio-desemprego variam de Estado para Estado e nem todos os desempregados têm direito ao benefício. As informações são da Dow Jones.

Atividade nacional

O Federal Reserve de Chicago informou que o índice de atividade nacional melhorou para 0,03 em dezembro, do dado revisado de -0,40 de novembro, acabando com uma série de seis meses de índice negativo sobre a economia dos EUA.

Indicadores relacionados ao emprego e à produção foram os motores da melhora no índice geral, enquanto o consumo e o setor imobiliário mostraram uma deterioração contínua e deixaram a média móvel de três meses em -0,22 em dezembro, de -0,36 em novembro.

O aumento da produção industrial dos EUA em dezembro provocou alta para 0,26 nos indicadores relacionados à produção, de 0,04 em novembro, enquanto os ligados a vendas, encomendas e estoques avançaram para 0,05, de 0,04. A redução do desemprego nos EUA em dezembro levou os indicadores relacionados a emprego de volta a território positivo, para 0,15 em dezembro, de -0,11 em novembro. O indicador para consumo e setor imobiliário caiu para -0,43, de -0,39.

Os números refletem dados disponíveis em 20 de janeiro, quando havia informações sobre 52 de 85 indicadores acompanhados, com 48 deles mostrando melhora em relação ao mês anterior.

Indústria

O índice de atividade industrial do Meio Oeste dos EUA subiu 0,3% em dezembro em comparação com novembro, para 81,5, o maior nível desde dezembro de 2008, informou o Federal Reserve de Chicago. Esse foi mais um sinal de que a economia norte-americana está se recuperando de sua pior crise desde a Grande Depressão. Em comparação com dezembro de 2009, o índice avançou 8,3%.

Dos quatro setores que fazem parte do índice, a siderurgia teve o melhor desempenho. O índice de produção de aço cresceu 1,2% em dezembro, para 78,9, a maior leitura desde novembro de 2008. Em novembro havia sido registrada alta de 2,7%. Em todo o ano passado, a produção de aço aumentou 17,1% no Meio Oeste e 11,4% nacionalmente. Apenas em dezembro, a produção nacional de aço subiu 1,0%.

Somente o setor automotivo registrou declínio em dezembro no Meio Oeste, de 0,2%, após cair 2,3% em novembro.

O Fed de Chicago calcula o índice medindo números de horas trabalhadas em seus cinco distritos: Illinois, Michigan, Wisconsin, Indiana e Iowa. 

Bens duráveis

As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos caíram 2,5% em dezembro, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 191,04 bilhões, segundo o Departamento de Comércio. Economistas esperavam um aumento de 1,4% nas encomendas.

Em novembro, as encomendas de bens duráveis caíram 0,1%, segundo dado revisado. Originalmente, o Departamento de Comércio havia calculado declínio de 0,3% para o mês. Excluindo-se transportes, as encomendas em dezembro subiram 0,5%, enquanto a demanda por bens fora do setor de defesa recuou 2,5%. As informações são da Dow Jones.

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